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PS/2015 a fugir do PS/2011 de Sócrates
Esta não é a primeira vez que o líder socialista tenta a demarcação

PS/2015 a fugir do PS/2011 de Sócrates

Esta não é a primeira vez que o líder socialista tenta a demarcação José Sérgio Rita Tavares 30/09/2015 15:41

Líder do PS marcou as diferenças face a 2011, distanciando-se do “relançamento da economia assente em grandes obras públicas”.

António Costa acentuou esta quarta-feira as diferenças face ao programa do ex-líder do PS, José Sócrates, em 2011, para responder às críticas de despesismo que chegam do lado da coligação. O candidato do PS disse mesmo que “seria absurdo fazer o mesmo que a direita que é apresentar o mesmo programa que em 2011”, recusando “o relançamento da economia assente em grandes obras públicas”.

Aliás, o líder socialista deu mesmo exemplos concretos do que o separa do PS/2011, atirando à coligação: “É mesmo preciso não ter qualquer falta de vergonha para fazer como Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e confundir a redução a sobretaxa de IRS com a construção do TGV”. E ainda acrescentou outro exemplo ao falar do “grande descaramento para confundir a reposição o complemento solidário para idosos ou a garantia de que não será cortado um cêntimo em qualquer pensão e confundir isso com um novo aeroporto”.

Esta não é a primeira vez que o líder socialista tenta a demarcação de uma governação assente em grandes obras, mas esta foi a vez que mais ao detalhe foi no distanciamento de uma linha de governação que diz rejeitar e que tem estado na linha de fogo da coligação. “Faz toda a diferença ter não o Estado a puxar pela economia, mas o Estado puxar pelo saneamento das finanças públicas”.

“O que propomos é diferente e merece confiança”. A conclusão é do candidato socialista, no discurso num almoço-comício em Abrantes, em que ainda atirou: “Bem podem agitar os papões mas os portugueses não acreditam nos papões. Não somos o partido de ruptura e do conflito”.

Numa intervenção muito centrada no ataque à coligação, Costa atirou directamente a Paulo Portas dizendo que “o PS não é um partido que se tenha convertido ao euro e ao europeísmo por conveniência ou oportunismo recente” e que o líder do CDS “começou por ser contra adesão ao euro e tornou-se europortunista para ter um lugar no governo”.

O líder socialista fechou as intervenções com mais um apelo ao voto advertindo: “A pior coisa que pode acontecer segunda-feira de manhã é acordarem e dizerem ‘ai se eu soubesse’, ‘ai que disparate que eu fiz’. Desta vez o disparate só tem emenda daqui a quatro anos”.

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