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O discurso homofóbico de Mugabe que chocou as Nações Unidas
No Zimbabué a homossexualidade é um crime punível com pena de prisão

O discurso homofóbico de Mugabe que chocou as Nações Unidas

No Zimbabué a homossexualidade é um crime punível com pena de prisão JASON SZENES/EPA Jornal i 29/09/2015 20:41

“Não somos gays”, afirmou o presidente do Zimbabué, que já há meses tinha dito que “nem Satanás era gay”.

O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas contra as intromissões da comunidade internacional na questão dos direitos dos homossexuais (ou a falta deles) no seu país.

“Rejeitamos as tentativas de instauração de direitos que são contrários aos nossos valores, normas, tradições e crenças”, disse Mugabe na Assembleia Geral da ONU, rematando com um taxativo “Nós não somos gays”, que, segundo os jornalistas que estavam na sala, levou mesmo às gargalhadas alguns dos presentes.

No Zimbabué, país que dirige há mais de 30 anos, a homossexualidade é crime e os actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo podem ser mesmo punidos com pena de prisão.

Este não foi o primeiro discurso homofóbico de Mugabe, conhecido por fazer campanha contra os homossexuais, à semelhança do que acontece noutros países africanos. Quando este ano o Supremo Tribunal dos Estados Unidos legalizou o casamento gay em todos os estados, Mugabe reagiu dizendo que “nem Satanás era gay”.

Ainda perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Mugabe culpou ainda a interferência externa em assuntos domésticos de países independentes pela recente crise de refugiados no Mediterrâneo e considerou “ilegais” as sanções que a União Europeia e os EUA têm imposto ao seu país.

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