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TAP. Sérgio Monteiro diz que agravamento dos prejuízos revela urgência da venda
No primeiro semestre deste ano agravaram para 109,6 milhões de euro

TAP. Sérgio Monteiro diz que agravamento dos prejuízos revela urgência da venda

No primeiro semestre deste ano agravaram para 109,6 milhões de euro Jornal i 25/09/2015 14:32

“Nós já tínhamos vindo a alertar sucessivamente para a importância da privatização e da entrada de dinheiro fresco na empresa".

O secretário de Estado dos Transportes afirmou esta sexta-feira que o agravamento dos prejuízos da TAP no primeiro semestre, para 109,6 milhões de euros, espelha a situação financeira difícil da empresa e a urgência da privatização.

"São resultados que espelham a situação difícil do ponto de vista financeiro que a empresa tinha", afirmou Sérgio Monteiro, comentando os resultados da companhia aérea divulgados na quinta-feira pela agência Lusa, realçando "a importância da privatização e da entrada de dinheiro fresco na empresa". 

Os prejuízos da companhia aérea TAP agravaram-se no primeiro semestre deste ano para 109,6 milhões de euros, que compara com 64,6 milhões de euros no período homólogo, segundo o relatório de gestão a que a Lusa teve acesso. 

Entre Janeiro e Junho, o resultado líquido da TAP SA (o negócio da aviação) cifrou-se em cerca de 109,6 milhões de euros, sendo este resultado pior em 45 milhões de euros (69,6%) face ao ano anterior e em 41,4 milhões de euros (60,6%) face ao orçamentado. 

“Nós já tínhamos vindo a alertar sucessivamente para a importância da privatização e da entrada de dinheiro fresco na empresa, porque ela estava para desafios difíceis, que estão reflectidos neste resultado”, declarou o governante antes de presidir à inauguração do novo Centro de Controlo Operacional do Aeroporto de Lisboa. 

Sérgio Monteiro reafirmou a “esperança” de “rapidamente” concluir a venda de 61% da transportadora aérea nacional para que “o dinheiro entre na empresa, que ela possa investir e dessa forma crescer, e inverter esta tendência de resultados negativos que tinha vindo a demonstrar nos últimos anos”. 

Segundo o relatório de gestão a que a Lusa teve acesso, “o ano de 2015 está a ser influenciado pelo comportamento do mercado e pelo período conturbado do segundo semestre do ano anterior”, lê-se no relatório de Junho a que a Lusa teve acesso, que aponta o dedo ao impacto da greve do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), entre 01 e 10 de Maio, que levou ao cancelamento de voos e de reservas. 

Para o agravamento dos prejuízos contribuiu uma quebra nos resultados operacionais, com uma redução das receitas de passagens em 3,6% face ao período homólogo, para 942 milhões de euros, numa altura em que o transporte de carga e de correio cresceu em mais de 9%, para 59 milhões de euros. 

O resultado financeiro agravou-se em 23% para 8.711 milhões de euros, quase o dobro do orçamentado para este período, resultado em grande parte das diferenças de câmbio.

O passivo da TAP aumentou em 12%, ultrapassando em Junho os 2.100 milhões de euros, que compara com 1.879 milhões de euros no final de 2014.

A concretização da venda de 61% do capital da TAP pelo consórcio Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, está dependente da aprovação da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), que tem em mãos a análise da titularidade e controlo accionista, isto é, verificar se o controlo efectivo do consórcio cabe a um europeu, isto é, ao empresário Humberto Pedrosa.

A Autoridade da Concorrência (AdC) já emitiu um projecto de decisão de não oposição, considerando que o negócio não cria entraves significativos à concorrência nos mercados relevantes identificados.

Lusa

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