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TAP. Greve dos pilotos agravou prejuízo semestral

TAP. Greve dos pilotos agravou prejuízo semestral

Lusa Margarida Vaqueiro Lopes 24/09/2015 17:35

Prejuízos do primeiro semestre chegaram aos 109,6 milhões de euros, mais 70% que em igual período do ano anterior.

A TAP registou prejuízos de 109,6 milhões de eurosentre Janeiro e Junho deste ano,  mais 45 milhões de euros que o registado no primeiro semestre do ano passado. Os dados constam de um relatório de gestão a que a agência Lusa teve acesso e que divulgou esta tarde.

Este resultado é 41 milhões deu euros acima daquilo que estava orçamentado, refere ainda a agência noticiosa. A greve de dez dias dos pilotos, em Maio passado, terá sido um dos principais factores de penalização das contas. 

“O ano de 2015 está a ser influenciado pelo comportamento do mercado e pelo período conturbado do segundo semestre do ano anterior”, lê-se no relatório citado pela Lusa. Para o agravamento dos prejuízos contribuiu uma quebra nos resultados operacionais, com uma redução das receitas de passagens em 3,6% face ao período homólogo, para 942 milhões de euros, numa altura em que o transporte de carga e de correio cresceu em mais de 9%, para 59 milhões de euros.

No primeiro semestre, esteve em destaque pela positiva a manutenção (assistência a terceiros), com a receita quase a duplicar para os 50,6 milhões de euros face aos 26,3 milhões facturados no semestre homólogo. Até ao final do primeiros semestre os custos com pessoal subiram 3,5% para 231,4 milhões de euros, o que a TAP justifica com  “a evolução desfavorável das remunerações fixas, dos encargos sobre remunerações, dos prémios para pensões e outros seguros".

Já o passivo da empresa cresceu 12%, ultrapassando os 2.100 milhões de euros a 30 de Junho. 

A maioria do capital da TAP foi vendido ao consórcio Atlantic Gateway em Junho do ano passado. Os empresários David Neeleman, dono da companhia aérea brasileira Azul, e Humberto Pedrosa, dono da Barraqueiro, foram os vencedores da corrida à privatização da TAP, tendo pago ao Estado 10 milhões de euros e comprometendo-se a investir mais 600 milhões de euros, para além de reforçarem a frota de aeronaves.

O negócio foi aprovado pela Autoridade da Concorrência no dia 15 de Setembro.

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