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Valencia. Nuno, Lim e Mendes com a cabeça a prémio
Nuno perdeu e a coisa não está fácil

Valencia. Nuno, Lim e Mendes com a cabeça a prémio

Nuno perdeu e a coisa não está fácil ALEJANDRO GARCIA/EPA Jorge Garcia 24/09/2015 13:08

Maus resultados agudizaram sensação de desconfiança em relação aos homens fortes do clube.

O Valencia de Nuno Espírito Santo vive uma crise de resultados neste início de temporada, quando se esperava que o clube pudesse dar o salto, jogando para algo mais do que o quarto lugar obtido na época passada. Em oito jogos oficiais, o Valencia soma duas vitórias, três empates e outras tantas derrotas. De positivo, apenas a entrada na Liga dos Campeões, com uma vitória a duas mãos sobre o Monaco.

Já na liga milionária, seguiu-se uma derrota caseira frente ao Zenit, em casa. Mas o pior é mesmo o campeonato. São seis pontos em cinco jogos, fruto de três empates, uma vitória, e uma derrota, no jogo mais recente. 

Neste Valencia nada parece convencer os adeptos. A única vitória na liga, frente ao Sporting Gijón, chegou já nos descontos, sendo que em nenhum jogo do campeonato a equipa de Nuno conseguiu marcar mais do que um golo. Aliás, soma apenas dois em cinco jogos. Nem mesmo contra o Betis, com quem o Valência jogou quase metade do jogo em superioridade numérica, Nuno conseguiu mais do que um empate sem golos. Pior do que isso, o Valencia ainda não defrontou nenhum colosso.

Nuno Espírito Santo é o único porta-voz do clube, afirmando não duvidar do seu trabalho, numa altura em que parece ser o único a acreditar no que diz. Mas há sempre quem fale, e Javi Fuego, um dos capitães, teve o azar de ser escutado pelos adeptos quando confidenciou que existem dúvidas e que as sensações no balneário não são as melhores.

Os espanhóis não poupam críticas aos sinais de uma influência nefasta de Jorge Mendes no 11, onde contra o Espanyol (0-1) Nuno fez alinhar oito jogadores do amigo, com Mustafi de fora, e Negredo, Alcácer e Parejo no banco. 

Salvo e Rufete, antigos presidente executivo e director desportivo do clube, respectivamente, foram despachados em Junho, já depois de o segundo ter trazido Mustafi e Otamendi, dois dos melhores jogadores do clube na época passada, por apenas 20 milhões de euros.

A partir daí, o poder ficou nas mãos de Nuno. Foram contratados alguns jogadores para fazer número, sem qualquer expressão, ao que se seguiu um investimento de 30 milhões em Rodrigo, cujo dinheiro do passe foi para uma empresa de Peter Lim, a Meriton, e outros 120 milhões em jogadores de Jorge Mendes. Nesta soma em jogadores do empresário português, surgem negócios em que parece que só a carteira de Mendes interessa.

Primeiro, a venda de Otamendi ao Manchester City por cerca de 45 milhões de euros, chegando para o seu lugar outros dois jogadores com ligações ao empresário português, Abdennour e Santos, por 35 milhões.

O sucesso do ano passado, em que o Valencia alcançou o quarto lugar com 77 pontos, um recorde do clube, serviu para mascarar uma série de factos que custaram a engolir ao início. No fundo, a entrega do clube a Peter Lim, Jorge Mendes e Nuno.

O treinador português era um total desconhecido, e desde cedo foi considerado o expoente máximo do poder de Jorge Mendes. Mas nada que um investimento de quase 200 milhões de euros não servisse para acalmar as hostes. Muitos dos jogadores não cumpriram, mas a época passada foi de sucesso. Esta, para já, não...

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