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Marinho e Pinto 'chocado' faz queixa de Ricardo Araújo Pereira

Marinho e Pinto 'chocado' faz queixa de Ricardo Araújo Pereira

Homem de Gouveia/Lusa Susete Francisco 23/09/2015 12:36

Comissão Nacional de Eleições esteve ontem a apreciar outros protestos contra o programa do humorista na TVI, mas não lhes deu razão. 

Marinho e Pinto não gostou do que viu no programa “Isso é tudo muito bonito, mas”, apresentado por Ricardo Araújo Pereira, e adiantou ontem que vai apresentar um protesto junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE). “O que vi no final desse espaço informativo foi uma pessoa desconhecida a urinar na minha imagem, a urinar numa fotografia minha”, criticou o líder do PDR, afirmando-se “chocado e pessoalmente transtornado” com o episódio. 

No sketch emitido na noite de segunda-feira no programa da TVI, é reproduzido um excerto de uma entrevista de Marinho e Pinto à mesma estação, em que o candidato critica a “infantilização e o paternalismo estúpido” sobre os jovens, após o que aconselha os mais novos a “mijar fora dos penicos que vos põem à frente”.

“Levámos muito a sério o apelo de Marinho e Pinto e criámos um tempo de antena” para o PDR, diz então o humorista, e é neste contexto que surge a imagem de alguém a urinar em penicos com os símbolos do PSD, CDS e PS, e um outro com uma fotografia de Marinho e Pinto. A rábula indignou o advogado que, afirmando-se como uma das pessoas que “mais se bateu, bate e baterá em Portugal pela liberdade de expressão”, defendeu ontem que esta deve ter “limites” – “Não vale tudo em matéria política, não vale tudo em matéria de humor”.

CNE indefere queixas A participação de Marinho e Pinto não será a primeira a entrar na CNE. Ontem mesmo, os membros desta entidade estiveram reunidos a apreciar queixas – estas de cidadãos anónimos – contra o espaço humorístico conduzido por Ricardo Araújo Pererira. Sem sucesso para os queixosos. De acordo com fonte oficial da CNE ao i, o organismo deliberou que, tratando-se de um programa de entretenimento, não está abrangido pelas regras que se aplicam ao tratamento jornalístico das candidaturas.

A CNE acaba assim por dar razão à TVI , que foi ouvida no processo, e alegou precisamente que se trata de um espaço humorístico, portanto à margem da cobertura noticiosa da campanha. 

Marinho e Pinto vai também avançar com uma participação à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Já os tribunais estão fora das intenções do candidato, que ontem disse que não dará “ao autor dessa infâmia o privilégio de ser réu ou arguido nos tribunais portugueses, porque, infelizmente, a generalidade dos tribunais portugueses não está à altura da responsabilidade que a Constituição lhes comete”. 

Com Lusa 

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