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Lewandowski. Um, dois, três, quatro, cinco... golos em nove minutos [vídeo]
O que é isto, Lew?

Lewandowski. Um, dois, três, quatro, cinco... golos em nove minutos [vídeo]

Rui Pedro Silva 23/09/2015 10:47

Bayern estava a perder em casa com o Wolfsburgo mas o avançado saiu do banco para fazer história, com cinco golos entre os 51 e os 60 minutos.

Guardiola achou que Lewandowski não era o elemento ideal para fazer parte do onze do Bayern Munique na recepção ao Wolfsburgo. Os adeptos gostam quando as estrelas jogam sempre, mas quem manda é quem revolucionou o mundo no futebol do Barcelona e depois foi para a Baviera replicar a mesma estratégia e tentar dar uma nova dimensão ao futebol da equipa de Munique.

Na sexta jornada, o adversário era o Wolfsburgo, principal rival na corrida ao título na época passada e terceiro classificado até ao momento na Bundesliga.

O campeão alemão entrou com Neuer, Lahm, Bernat, Boateng, Alaba, Thiago Alcántara, Xabi Alonso, Arturo Vidal, Douglas Costa, Götze e Thomas Müller e a primeira parte esteve longe de correr bem.

Daniel Caligiuri abriu o marcador para o Wolfsburgo aos 26 minutos e Neuer teve a sorte de não ser batido uma segunda vez, quando saiu até ao meio-campo, perdeu a bola e viu o remate de Guilavogui passar muito perto do poste direito da baliza. 

Era preciso mexer e Guardiola teve um toque de génio. Ou melhor, foi um toque simples mas que teve o condão de lançar um génio em campo. Lewandowski aqueceu durante o intervalo para render Thiago Alcántara e apareceu na segunda parte a escaldar, pronto a fazer história como nunca antes um jogador dos principais campeonatos europeus conseguira. Entre os 51 e os 60 minutos, Lewandowski marcou cinco golos, deu a volta ao marcador e desenhou uma noite única não só para ele, mas para todos aqueles que gostam de futebol.

Para ser exacto, o internacional polaco demorou exactamente 539 segundos entre o remate fácil com o pé esquerdo e o acrobático com o pé direito.

A goleada relâmpago significa um novo ponto baixo para a cidade de Wolfsburgo, depois da polémica que está a envolver a principal empresa da cidade e patrocinadora do clube – Volkswagen. Se uns são mais aptos a registar tempos alcançados dos zero aos cem, Lewandowski mostrou ser inultrapassável na estatística dos zero aos cinco. Mas o que fica mesmo para a história são os golos.

O empate Lewandowski estava em campo há 339 segundos. O Bayern atacou pela direita, Thomas Müller ficou em excelente posição para marcar, mas Dante (ex-Bayern) faz um corte na hora certa... para o lugar errado. O pé esquerdo de Lewandowski dá início à história.

A reviravolta

Quase não houve tempo para festejar. A bola foi ao centro, o Wolfsburgo não a soube tratar e, apenas 61 segundos depois do toque para o 1-1, tem um remate potente, rasteiro e colocado, que não dá qualquer hipótese de defesa a Diego Benaglio, o suíço que defendeu as cores do Nacional entre 2005 e 2008.

O hat-trick É aqui que tudo começa a ficar mais assustador. Tinham passado 142 segundos do 2-1 quando o terceiro golo aparece. E foi o mais difícil. À primeira, o polaco atira ao poste. Na recarga, com o pé esquerdo, Benaglio usa o corpo para travar o remate. Finalmente, como não há duas sem três (tanto remates consecutivos como golos), o pé direito garante o hat-trick. 

O Póquer O relógio marcava 56 minutos e 22 segundos. Lewandowski estava há menos de 12 minutos em campo e decidiu recorrer à precisão alemã, voltando a marcar com um intervalo muito semelhante, agora de 140 segundos. O avançado só precisou de concluir com êxito um cruzamento da esquerda, rematando na passada no coração da área.

O último capítulo É o momento mais bonito. Por ter sido o último golo e também o mais espectacular. Após um cruzamento a meia altura de Lahm na lateral direita, Lewandowski tem um remate acrobático à entrada da área que entra na perfeição e deixa Benaglio pregado ao relvado. Sem reacção. E 198 segundos depois da última vez.

Ninguém conseguiu ficar imune ao que se tinha acabado de passar e até Guardiola fez questão de meter as mãos na cabeça, olhando para a bancada, incrédulo. Com razão. E assim ficou, com 5-1 até ao fim.

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