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Costa não quer “poucochinho” para não ficar “dependente da direita”

Costa não quer “poucochinho” para não ficar “dependente da direita”

Sara Matos Rita Tavares 19/09/2015 15:05

Líder socialista receia depender da direita se não conseguir maioria. E apela ao voto no “partido da mãozinha”

A expressão “poucochinho” é do próprio António Costa, mas aplicada ao último resultado eleitoral do PS, nas europeias sob a liderança de António José Seguro. Com ela marcou o início do fim da era Seguro e do início da era Costa no PS. Com as sondagens a ditarem empate técnico, o socialista não se livra dessa afirmação e hoje pegou-lhe para o apelo à maioria absoluta (o único cenário em que acredita). E aqui acenou com o seu receio: sem a maioria o PS pode ficar dependente da direita.

 

 “É necessário que não ganhemos por poucochinho. Como já disse uma vez, quem ganha por poucochinho só pode fazer poucochinho e nós infelizmente temos muito para fazer. Por isso temos de ter uma vitória que seja clara, que seja inequívoca, de forma a que não fiquemos dependentes da direita”. A frase foi atirada numa intervenção no início do almoço “do diálogo social” (foi assim que a caravana chamou ao encontro em Odivelas com figuras do meio sindical), onde Costa começou logo por deixar um aviso: “Quando nos apresentamos como alternativa da confiança, não é para ganhar os votos dos portuguesas para prosseguir, agora com a nossa cara, a política da coligação de direita.”

 

Quanto ao “poucochinho”, foi a primeira vez em que o líder socialista referiu, por sua iniciativa, uma frase que lhe vai pesando nos ombros, tendo em conta que, tal como o seu antecessor na liderança do PS (que destronou insatisfeito com a prestação eleitoral do partido) também não conta com qualquer indicação de descolar nas sondagens.

 

O fantasma dos estudos de opinião é coisa que o socialista quer afugentar, preferindo repetir que a ideia que tem é outra: “O que vejo no país e sinto na rua diariamente é que há uma enorme vontade de a 4 de Outubro haver uma mudança e uma mudança a sério em Portugal.” Enquanto a visão de Costa não passa para as sondagens, o PS vai apelando ao voto a toda a volta e em todas as faixas etárias, como bem demonstra a expressão que António Costa utilizou este sábado (e não é a primeira vez) para pedir o voto “no Partido Socialista, o partido da mãozinha”. 

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