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Rui Tavares. "Convergência à esquerda é essencial para mudar o país"
"Quem dialoga é porque quer ver os seus princípios, os seus objectivos, os seus ideais materializarem-se em qualquer coisa”

Rui Tavares. "Convergência à esquerda é essencial para mudar o país"

"Quem dialoga é porque quer ver os seus princípios, os seus objectivos, os seus ideais materializarem-se em qualquer coisa” MANUEL DE ALMEIDA / LUSA Jornal i 16/09/2015 14:36

“A esquerda trabalhar junta nunca quis dizer que tivéssemos de ceder nos princípios”.

O cabeça de lista por Lisboa do Livre/Tempo de Avançar (L/TDA), Rui Tavares, afirmou esta quarta-feira que a convergência à esquerda é um “objectivo essencial” para mudar o país, ressalvando que não é necessário ceder nos princípios.

“Um objectivo essencial para conseguirmos mudar o país num sentido de justiça social e de inclusão é conseguir que a esquerda trabalhe junta”, declarou Rui Tavares quando questionado pelos jornalistas acerca do Bloco de Esquerda se ter mostrado disponível para um diálogo de Governo com o PS caso os socialistas abdiquem das suas propostas nas pensões e lei laboral.

“A esquerda trabalhar junta nunca quis dizer, como nós sempre afirmámos, que tivéssemos de ceder nos princípios”, continuou, acrescentando que “quem dialoga é porque traz os princípios consigo, e quem dialoga é porque quer ver os seus princípios, os seus objectivos, os seus ideais materializarem-se em qualquer coisa”.

Rui Tavares falava aos jornalistas no final de uma visita de pré-campanha à associação cultural Moinho da Juventude, no bairro da Cova da Moura, na Amadora, congratulando-se com uma possível convergência.

“Cada vez que vemos que o tema da convergência à esquerda (…) finalmente vai fazendo o seu caminho, não podemos senão ficar contentes”, referiu o candidato do L/TDA, considerando ainda ser “importante que os partidos à esquerda vão mudando o seu discurso, e é importante que o façam não só no fim de um debate e em campanha eleitoral, mas que o façam de forma contínua”.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, manifestou-se disponível, na segunda-feira, para um diálogo de Governo caso os socialistas abdiquem das suas propostas nas pensões e lei laboral, mas António Costa não respondeu e defendeu uma esquerda sem "fantasias".

Este desafio a António Costa foi lançado por Catarina Martins no final de uma hora de frente-a-frente na TVI24, quando, no seu minuto final de intervenção, Catarina Martins surpreendeu ao enunciar condições para um diálogo de Governo entre socialistas e bloquistas logo no dia após as eleições de 4 de Outubro.

Lusa

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