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Joana Amaral Dias. Uma estrela po(p)lítica que adora o showbiz

Joana Amaral Dias. Uma estrela po(p)lítica que adora o showbiz

Vítor Rainho 08/09/2015 17:20

Aos 40 anos, a líder do Agir, que adora o estrelato, voltou a surpreender o mundo da política ao aparecer nua na capa da revista “Cristina”. Joana teve a companhia do pai da criança, até para dar mais credibilidade ao acontecimento.

Gosta de se definir como uma rebelde e, de facto, não olha muito às consequências dos seus actos. Digamos que em vez de política, Joana Amaral Dias é uma verdadeira estrela do entretenimento. Percebe-se o prazer que tem quando aparece na televisão, quando grita mais alto que os outros convidados ou quando pensa que tem argumentos que fogem à normalidade. É bonita, tem um vozeirão que se sobrepõe ao apito de um comboio e não se importa de ser o centro das atenções. Começou a sua carreira pelo ballet, depois fez uma incursão pela psicologia, tendo sido docente, mas a sua entrada no mundo do espectáculo fê-la pela mão do Bloco de Esquerda. Chegou ao parlamento, onde os seus olhos brilhantes contrastavam com o cinzentismo das bancadas parlamentares, mas não ficou muito tempo por lá. Ali fez o que tinha a fazer ao mostrar-se ao pequeno mundo lusitano.

Zangou-se com os camaradas do Bloco ao colar-se a Mário Soares na sua corrida a Belém, com os resultados conhecidos. O passo seguinte foi alcançado com a chegada ao fantástico mundo da televisão, onde rivalizava nos comentários com outras figuras seduzidas pelo ecrã: Marinho e Pinto, Rui Rangel, Carvalho da Silva ou Moita Flores.

Há duas semanas, Joana Amaral Dias surpreendeu o mundo mediático com uma conferência de imprensa onde anunciou que estava grávida. Nunca tal se havia visto: uma líder de um partido falar da sua gravidez em vez de discursar sobre o seu programa político. Mas Joana é mesmo assim: gosta tanto de si – o que é óptimo – que não se importa com o que os outros pensam. Na entrevista que deu ao i, a cabeça-de-cartaz do Agir fez afirmações, no mínimo, surpreendentes: “A médio prazo queremos ser governo, não queremos ser apenas um partido de protesto”; “Se fosse governo, propunha a Bruxelas a saída da Alemanha do euro”.

Não se percebe se Joana gosta de brincar com as palavras ou se acredita verdadeiramente no que diz. Esta semana teve outra aparição notável: nua na capa da revista “Cristina”, abraçada pelo pai da criança. Qual Demi Moore, Joana Amaral Dias fez ver às mulheres políticas deste mundo que ela não tem amarras e que a nudez pode ser um trunfo eleitoral. Afinal, segundo as sondagens, o Agir terá menos votos do que as assinaturas necessárias para se legalizar. Não foi por acaso que teve de recorrer a uma barriga de aluguer. 

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