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Albânia vs. Portugal. Que cabeça no ar!
Fazem fila para agradecer o golo de Miguel Veloso

Albânia vs. Portugal. Que cabeça no ar!

Fazem fila para agradecer o golo de Miguel Veloso EPA Rui Miguel Tovar 07/09/2015 22:43

Miguel Veloso quebra invencibilidade da Albânia aos 90’+2 com cabeceamento na sequência de um canto de Quaresma (1-0). O Euro-2016 está à distância de um ponto

Paulo Alves inicia este bonito trajecto. No último suspiro da final do torneio Skydome (Canadá), com a Dinamarca, o pé direito do avançado do Marítimo encontra um cruzamento de Barbosa e garante o 1-0. A taça é nossa, hip hip hurrayyyyy.

De 1995 para 2000, aí vamos nós para oEuropeu. É a segunda jornada da fase de grupos e HumbertoCoelho chama Costinha para travar a genialidade de Hagi e seus pares. O homem, sucessor de PauloSousa daí em diante, não só estanca os ataques da Roménia como ainda assina o 1-0 em cima do minuto 90, de cabeça, após livre de Figo.

Já estamos no século XXI, em Copenhaga. O empate estica-se até aos 90’+2, altura em que Quaresma arranca pela direita e cruza para um salto glorioso de Ronaldo. É o primeiro jogo de Fernando Santos na qualificação para oEuro-2016. E a primeira vitória. Seguem-se outras quatro, com Arménia, Sérvia, Arménia e agora Albânia.

E como nasce a vitória em Elbasan? Com um golo no último suspiro. De quem? De um herói improvável, sobretudo se acrescentarmos o termo “golpe de cabeça”. É ele Miguel Veloso. O canto é de Quaresma – e vale mais de meio golo. O salto do número 4 é bonito, o golo mais ainda. O caminho para o França-2016 está perto, pertíssimo. À distância de um empate com a Dinamarca, em Braga, no próximo dia 8 de Outubro. Um ponto é o suficiente à falta de duas jornadas. É obra. Mesmo sem jogar por aí além, é obra. Mérito para Fernando Santos.

RADAR O seleccionador mexe no onze em relação à insonsa exibição de sexta--feira com a França, em Alvalade (1-0 de Valbuena). Saem Adrien e João Mário mais Varela, entram Danny e Veloso mais Bernardo (estreia a titular).Tranquilo, os três grandes fazem-se representar com dignidade: Rui Patrício, Eliseu e Danilo.

Com o nulo da Dinamarca emErevan (o guarda-redes arménio Karparov mexe bem os peões defensivos e segura o ponto), a selecção portuguesa nada resolve em relação ao apuramento seja qual for o resultado. Isso não a impede de jogar para a vitória. Rooooooola então a bola em Elbasan, a nova casa da Albânia por troca com Tirana, e os primeiros lances de perigo acontecem nas imediações da área de Berisha.

Aos 12 minutos, Bernardo Silva serve Ronaldo e o remate deste é defendido para canto. Na sequência deste, Danilo desvia de cabeça ao primeiro poste e Nani acerta no poste, em desequilíbrio e com a baliza escancarada. Até ao final da primeira parte, Ronaldo (30’) e Bernardo (40’) espreitam o golo com remates venenosos, ambos ao lado, enquanto Rui Patrício não faz uma única defesa digna desse nome.

ZOOM Quando a segunda parte se inicia, a Albânia como que acorda e chega-se à frente.Até parece que quer ganhar. Outra vez? Era só o que faltava. Já nos chega Bulgária e Itália nos apuramentos para osEuros 1964 e 1988. Com todo o respeito pela Albânia, claro – única invicta no grupo e com a defesa mais coesa (apenas dois golos sofridos).
Para dar ênfase ao querer, a Albânia até empata com Portugal nas bolas ao ferro, através de Cikalleshi, aos 76’, num pontapé do meio da rua a apanhar Pepe ali pelo meio e quase a trair Rui Patrício. A selecção acusa o golpe e atira-se ao ataque.Ronaldo isolaEliseu e o lateral falha o chapéu por centímetros (81’), já depois de Berisha ter repelido um forte pontapé do capitão aos 77’.

MAIS Quando o árbitro sueco Jonas Eriksson dá três minutos, todos se parecem contentar com o empate. Todos, não. Éder ganha um canto na direita.Quem o marca? Quaresma. Parece que é com a mão, tal a perfeição da curva da bola, mas não, é mesmo com o pé direito. Salta um cacho de jogadores, o mais certeiro de todos é Miguel Veloso. Piimba, 1-0.

Paulo Alves, Costinha,Ronaldo e Miguel  Veloso.Os quatro golos de Portugal nos descontos garantem-nos sorrisos. E, neste caso, a quinta vitória seguida na qualificação, algo só conseguido por Humberto Coelho em 2000 e Paulo Bento em 2012. França está ali à mão de semear, allez allez.

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