19/9/19
 
 
Graça Canto Moniz 01/09/2015
Graça Canto Moniz

opiniao@newsplex.pt

Porque vos escrevo?*

A 4/10 temos eleições e sinto que é meu dever alertar para todos os de-saires que marcam o meu percurso enquanto candidato e reflectem o desnorte do PS. Como autarca, fazia isto todos os dias na reunião da câmara e na rua. Mas na campanha nacional é mais difícil, eu não estava habituado, por isso decidi ter uma conversa convosco através desta carta depois de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas o terem feito.

O primeiro factor foi a minha postura aquando da vitória do Syriza: um “sinal de mudança que dá força para seguir na mesma linha”. Recentemente, tentei dar a volta confessando uma “identidade” com uma antiga líder de um “partido de direita ultraliberal”, mas era “tarde demais para vencer a depressão, a descrença e a resignação a um sentimento de decadência do PS e reconstruir um sentimento de esperança colectiva”.

Segundo, a respeito da polémica dos cartazes, havia “duas opções de fundo em confronto”: o nosso modelo de invenção de histórias de vida inexistentes e o anterior modelo de promessa de 150 mil empregos. Abdicando do segundo – executado depois de fazermos as contas novamente para chegarmos à conclusão de que, desta vez, podíamos prometer mais –, optámos pelo primeiro.

Terceiro, porque temos de “virar a página da austeridade para relançar a economia, criar emprego de qualidade e com futuro”, apresentei um cenário macroeconómico que só posso apresentar, hoje, graças ao trabalho da coligação PàF. Em 2011 seria, obviamente, impossível, depois de tantos anos de governação socialista. 

Por hoje é tudo, vou comer um hambúrguer com a minha Fernanda, até amanhã. 

*Este texto corresponde a uma adaptação à primeira carta de António Costa aos “indecisos”.

Blogger. Escreve à terça-feira 

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