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Windows 10. Que implicações existem para a sua privacidade?

Windows 10. Que implicações existem para a sua privacidade?

Lauro Lopes 28/08/2015 15:49

A ESET, uma empresa especializada em segurança informática, investigou as políticas de privacidade do Windows 10.

O Windows 10 incorpora na plataforma da Microsoft as mudanças mais ambiciosas desde a passagem do Windows XP para o Vista, tanto a nível de funcionalidades como de políticas de privacidade.

O Windows 10 permite aceder a toda a nossa informação independentemente do dispositivo utilizado (seja um smartphone, tablet ou PC). O acesso a esta informação, por sua vez, encontra-se igualmente adaptado à forma como o utilizador interage com esses equipamentos.

Contudo, e de acordo com o investigador Aryeh Goretsky, da ESET, “as políticas de privacidade da Microsoft são, tradicionalmente, centradas no utilizador. Medições e outros dados que são coleccionados são usados apenas para melhorar os produtos e serviços Microsoft e a empresa esforça-se para evitar coleccionar de forma intencional qualquer informação pessoal identificável, tornando-a anónima para assegurar que a origem de qualquer dado privado não possa ser usada para identificar o indivíduo”.

O Windows 10 também troxe a assistente pessoal da Microsoft, o que além de implicar tecnologia de reconhecimento de voz, também sonda os dados do utilizador - incluindo e-mails e contactos - para poder disponibilizar funcionalidades úteis, como a colocação de um voo na agenda, ou para manter o utilizador informado sobre o estado de encomendas realizadas online.

“Será isto uma invasão da minha privacidade? Penso que não, já que fui eu quem autorizou estes serviços quando configurei os dispositivos e dei o meu conhecimento”, continuou. “Será conveniente? Sim, em ambos os casos. A conveniência suplanta a segurança”, continua o investigador de segurança.

A análise da ESET conclui que as implicações ao nível da privacidade dos utilizadores finais, o que poderá incluir empresas, podem e devem ser determinados pelos próprios conforme considerem se é vantajoso abdicar da sua privacidade em troca de informações que permitam melhorar a sua experiência.

“O Windows 10 confere à Microsoft acesso à mesma informação sobre o seu estilo de vida que no passado apenas os sistemas operativos para smartphone, como o Apple iOS ou o Google Android, podiam conhecer. E entre todos os problemas legais que a Microsoft teve nas últimas décadas - e teve imensos - de forma geral, a Microsoft não teve violações de dados envolvendo a divulgação de informação pessoal identificável dos seus utilizadores. Parafraseando um dos meus colegas, “a Microsoft pode ser uma empresa perversa, mas preocupa-se com a privacidade dos seus clientes”.

A investigação completa pode ser consultada aqui: http://www.welivesecurity.com/2015/08/06/windows-10-privacy-0/

*Telemoveis.com

Tags: Microsoft, Windows 10, Tecnologias, Software, Privacidade

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