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Usain Bolt. O herói que salvou a honra do atletismo

Usain Bolt. O herói que salvou a honra do atletismo

DIEGO AZUBEL/EPA Jorge Garcia 23/08/2015 15:02

Justin Gatlin entrou na final dos 100 metros com os cinco melhores tempos do ano, mas vacilou à beira da meta.

Os Mundiais de atletismo, disputados em Pequim, começaram no sábado mas a final mais aguardada foi disputada já este domingo. Foram os sempre emocionantes e rápidos 100 metros, entre Usain Bolt e Justin Gatlin, o herói e o trapaceiro. E mais seis atletas que não ficarão para a história desta final.

A caminho da corrida do título, nas meias-finais, Usain Bolt arrancou mal, quase caiu, mas ainda foi a tempo de chegar na frente da sua série, juntamente com o canadiano Andre de Grasse, ambos com 9,96 segundos, um tempo muito modesto. O segundo heat, onde estava Justin Gatlin, teve os dois homens mais rápidos. Gatlin registou 9,77 segundos, a segunda melhor marca do ano, mesmo tendo abrandado no fim; Mike Rodgers, com 9,86 segundos, foi o segundo melhor dos homens que se qualificaram para a final. No terceiro heat, Tyson Gay chegou na frente com 9,96 segundos, o mesmo tempo de Bolt e De Grasse, e Asafa Powell terminou com 9,97. Seria uma final com oito tempos de entrada abaixo dos 10 segundos, e com Justin Gatlin a aparecer como o grande favorito, com as cinco melhores marcas do ano.

Por esta altura, quem gosta do atletismo já não tinha unhas para roer. Bolt, seis vezes campeão olímpico e detentor de oito títulos mundiais, estava a anos luz de Gatlin, depois de dois anos complicados, com muitas lesões e poucas provas disputadas. Gatlin, por outro lado, estava melhor do que nunca. Aos 33 anos, e depois de duas suspensões por doping, Gatlin corria mais do que quando era jovem e estava imbatível há 28 corridas, o que lhe valeu um muito controverso patrocínio da Nike.

No local que catapultou Bolt para o estrelato em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde o jamaicano conquistou três medalhas de ouro, o homem mais rápido do mundo podia continuar a fazer história, sete anos depois. O tiro de partida soou e os olhos não descolaram da pista cinco de Bolt e da sete de Gatlin. Foi uma corrida taco a taco entre duas setas, com Gatlin a perder o gás nos últimos metros. No final, 9,79 segundos para Bolt e 9,80 para Gatlin, um tempo abaixo daquele que registou em cinco ocasiões este ano. Bolt era novamente campeão do mundo dos 100 metros, pela terceira vez, igualando os feitos de Carl Lewis e Maurice Greene. Em terceiro ficariam Trayvon Bromell e Andre de Grasse, com o mesmo tempo, 9,92 segundos. Depois de assegurar a sétima vitória em oito possíveis contra Gatlin, agora é tempo de Bolt descansar para tentar voltar a brilhar nos 200 metros. 

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