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Mo Farah bicampeão mundial dos 10.000 metros
Mais feliz que nunca, Mo Farah corta a meta à frente dos dois quenianos

Mo Farah bicampeão mundial dos 10.000 metros

Mais feliz que nunca, Mo Farah corta a meta à frente dos dois quenianos EPA/Lusa Rui Miguel Tovar 22/08/2015 16:46

Ouro do atleta britânico de 32 anos no primeiro dia dos Mundiais de atletismo em Pequim

É ligeiramente monótona a vida de Mo Farah. Ouro nos 5.000 e 10.000 metros dos Jogos Olímpicos-2012 (Londres). Ouro nos 5.000 e 10.000 metros dos Mundiais-2013 (Moscovo). Ouro nos 5.000 e 10.000 metros dos Europeus-2010 (Barcelona). Ouro nos 5.000 e 10.000 metros dos Mundiais-2015 (Pequim).

Ehhhh lá, calma aí. O corredor inglês de 32 anos entra a ganhar nos 10.000 metros mas ainda lhe falta a competição dos 5.000, no próximo sábado. Seja como for, revalida o título na distância mais longa com o tempo de 27.01,13 minutos, à frente dos quenianos Geoffrey Kamworor (27.01,76) e Paul Tanui (27.02,83). O último quilómetro é percorrido por Mo Farah em dois minutos e 28 segundos.

É o sexto título consecutivo de Mo Farah, um recorde em toda a linha -- a sua última derrota nos 10.000 metros remonta a 2011, nos Mundiais de Daegu (Coreia do Sul), quando o etíope Ibrahim Jeilan é mais veloz. Já na categoria de 5.000 metros, Mo Farah acumula dois ouro seguidos, o de Daegu em 2011 e o de Moscovo em 2013. Segue-se o de Pequim-2015?

Ehhhhh lá, calma aí. Deixem o homem descansar sobre os (l)ouros de mais uma conquista. Ainda por cima, um ouro trabalhado em cima de polémica, muita polémica. A meio deste ano, já depois de Mo Farah ter ganhado a Meia-Maratona de Lisboa, o seu treinador Alberto Salazar é acusado de administrar doping nos atletas. Mo Farah é tido e achado no assunto. Mais: é acusado pelo jornal inglês Daily Mail de ter falhado dois controlos em 2010 e 2011. A acusação mais forte tem a ver com Galen Rupp, actual vice-campeão olímpico dos 10.000 metros. Um documentário da BBC acusa Salazar de levar Rupp a dopar-se desde 2012, quando este tem ainda 16 anos, à base de testosterona.

"Estou chateado com esta situação. Não é justo, não é certo. Não fiz nada, mas o meu nome está a ser arrastado para a lama", diz Mo Farah, em conferência de imprensa em Junho. Salazar está no fio da navalha. E Mo, o que faz? "Não vou deixar o Alberto, porque não vi qualquer evidência clara [de uso de doping]. Falei com ele [na sexta-feira à noite], peguei no telefone e perguntei-lhe: 'Alberto, o que se passa?'. Ele disse-me: 'Mo, posso provar-te que isto são apenas alegações, vou mostrar-te provas'. E eu disse 'ok'." Até hoje. Salazar e Mo juntos. E vencedores.

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