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Coligação eufórica com seis pontos de vantagem sobre PS
Uma sondagem "secreta" está a animar os dirigentes da coligação

Coligação eufórica com seis pontos de vantagem sobre PS

Uma sondagem "secreta" está a animar os dirigentes da coligação José Fernandes Ana Sá Lopes 21/08/2015 15:19

A alegria começa a tomar conta do PSD e CDS. O último estudo interno deu a coligação com vantagem sobre o PS.

Seis pontos de vantagem. Nas sondagens internas do PSD – feitas todas as semanas pela empresa de estudos de opinião Pitagórica –, nunca a coligação tinha conseguido obter uma performance desta natureza.

Na Lapa, pelos lados da Rua de São Caetano, a sede nacional do PSD, começa a surgir alguma euforia: se a possibilidade de vitória já andava a ganhar terreno depois de sucessivas sondagens a apontarem para empates técnicos – tanto as publicadas pela imprensa como os estudos internos do PSD –, os seis pontos de vantagem apurados esta semana aumentaram a confiança num cenário que, no interior do próprio PSD, parecia totalmente remoto há uns tempos.

Fontes contactadas pelo i confirmam que é a primeira vez que nas sondagens internas, que são feitas todas as semanas, o cenário de vitória da coligação aparece de forma consistente. Nas últimas quatro semanas, os sociais-democratas começaram a assistir à recuperação da coligação, mas ainda longe de ser uma tendência clara – e na margem do “empate técnico”. Esta semana, tudo mudou.

Os últimos estudos de opinião já davam uma recuperação de votos na coligação.

O caso dos cartazes do PS pode ter ajudado, admite ao i fonte social-democrata, que acredita que o episódio teve impacto popular. O facto de se sucederem episódios no PS – nomeadamente a divisão nas presidenciais, com o avanço de Maria de Belém contra a vontade da direcção – e de a coligação ter estado relativamente protegida de sinais de desunião também é apontado como possível causa desta recuperação.

É evidente que uma sondagem é uma sondagem – isto é, significa apenas o “sentimento” do painel do estudo de opinião num determinado momento. Embora haja a possibilidade de, para a semana, o resultado do estudo poder mudar totalmente, já serviu para insuflar bastante entusiasmo entre os dirigentes do PSD e do CDS. Ao que o i apurou, além da vantagem de seis pontos na intenção de voto, também a avaliação das qualidades de Passos Coelho versus António Costa deixou de ser tão favorável ao secretário-geral do PS.

Passos Coelho já afirmou que há um ano “ninguém” se arriscava a prever “que os partidos da coligação pudessem ter hoje a perspectiva de virem a ganhar as eleições”. Foi em Julho, na entrevista à SIC, quando as sondagens na imprensa e os estudos internos do PSD já davam uma subida nas intenções de voto na coligação. É também por isto – manter um clima de unidade e “sem casos”, ao contrário do que está a acontecer no PS – que a ordem no PSD é para travar as candidaturas presidenciais de se apresentarem antes das legislativas.

A “ordem” é dirigida a Rui Rio, o único que admitia lançar-se antes das eleições de 4 de Outubro. Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como Pedro Santana Lopes já tinham decidido não anunciar as candidaturas antes das eleições. Pedro Santana Lopes tentou anunciar na Primavera que era candidato presidencial, mas Passos Coelho, num encontro a sós que tiveram em São Bento, travou o avanço do presidente da Santa Casa da Misericórdia.

A ordem é para travar candidaturas presidenciais e casos que possam prejudicar eleições.

No xadrez das presidenciais, o resultado das legislativas é fundamental. Se a coligação ganhar, fontes contactadas pelo i admitem que Passos Coelho não interfira na disputa presidencial – onde estarão Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes e talvez Rui Rio – e só avance com uma posição oficial do PSD na segunda volta.

Se todas estas sondagens se revelarem fantasiosas no dia 4 de Outubro e a coligação tiver uma derrota estrondosa, fica a passadeira vermelha estendida para Marcelo Rebelo de Sousa, o mais bem colocado nas sondagens das presidenciais e com potencial de uma vitória para redimir a honra perdida da direita. E se Passos se demitir, o futuro de Rui Rio pode deixar de passar por Belém.

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