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O que dá fazer Erasmus? Uma gelataria em Oeiras
Pedro Mendanha e Michele Pavan prontos para a abertura

O que dá fazer Erasmus? Uma gelataria em Oeiras

Pedro Mendanha e Michele Pavan prontos para a abertura Helena Poncini Augusto Freitas de Sousa 20/08/2015 16:21

Três sócios. Um português e dois italianos. São todos engenheiros, mas decidiram abrir uma gelataria. Se correr bem, vão viver todos por cá.

Ao que parece, o programa Erasmus aproxima nacionalidades, culturas, ideias e mesmo negócios. A prova é o que aconteceu a Pedro Mendanha, Michele Pavan e Andrea Mansili. Conheceram-se em 2009. Pedro Mendanha formou-se no Técnico, fez a tese em Itália e passou pelo Brasil em Erasmus. Michele fez o Erasmus por cá e pelo Brasil. Andrea também por cá passou.

Ficou a amizade, a cumplicidade e o desejo de continuarem amigos. A gelataria foi o pretexto e uma aposta num futuro ainda incerto. O projecto era aproximar as culturas italiana e portuguesa, e a gelataria uma forma de concretizar a ideia. Pedro Mendanha terminou o curso de engenharia no Técnico, mas ambicionava “fazer alguma coisa de criativo”.

Por isso, resolveu fazer um curso de confecção de gelados em Itália. Interessou-se por gestão, marketing e finanças, e resolveu apostar num projecto pessoal. Com os dois amigos, a gelataria foi a hipótese viável, mas Oeiras foi uma estratégia pensada:“As pessoas em Oeiras, para comerem gelados artesanais, têm de ir a Cascais ou Lisboa, daí termos pensado no centro histórico de Oeiras."

Andrea ainda trabalha como engenheiro em Roma e Michele nas engenharias na Bélgica. Ambos queriam morar em Portugal, mas vão esperar que a gelataria ganhe dimensão. 

O ar dos gelados Andrea especializou--se em engenharia de gestão industrial. Pedro e Michele são de engenharia de materiais, mas Michele ainda estudou química, “importante para a confecção dos gelados”, garante. Pedro refere que os gelados vão ser 100% artesanais, “com fruta fresca, pequenas quantidades, e menos ar e gordura que os gelados industriais”. Menos ar? “É a junção de ar que permite que os gelados industriais se aguentem mais tempo”, explica. Quanto à gordura, acrescenta, nos gelados artesanais não existe, “o que os torna mais saudáveis”.

Pedro Mendanha destaca que há dois tipos de confecção artesanal. Os sorvetes, com água, açúcar e fruta, e os gelados

, que têm, por exemplo, leite ou iogurte. Na sua casa, que abre oficialmente no próximo sábado, o “maestro gelatiere” português destaca o gelado de iogurte grego com mel de rosmaninho, gelado de pão com mustela e sorvete de laranja com rúcula. O nome Don Pavili é um a junção dos três sócios:“Pav” de Michele Pavan, “ili” de Andrea Mansili e o “Don” ficou com Pedro Mendanha.

Além dos gelados e sorvetes, a Don Pavili vai ter “gofres” (waffles) e chocolate belgas – aproveitam a estadia de um dos sócios –, crepes e tiramisù trevigiano, entre outras propostas. Pedro garante que vão ter 13 ou 14 sabores todos os dias, mas “a ideia é ir variando”. Promete utilizar as frutas da época, manter dois ou três sabores básicos e “de vez em quando inventar”. 
A inauguração é já no próximo sábado ao meio-dia e vai contar com uma oferta de gelados entre as 17 e as 18 horas, e vão ser distribuídos vales com 50% do preço pago na gelataria. O espaço, junto ao Largo 5 de Outubro, em Oeiras, é decorado com as cores verde e laranja e tem uma esplanada.

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