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Antivacinas na mira da OMS: há um milhão e meio de mortes evitáveis
Não vacinar as crianças é uma moda que preocupa a OMS

Antivacinas na mira da OMS: há um milhão e meio de mortes evitáveis

Não vacinar as crianças é uma moda que preocupa a OMS Helena Colaço Salazar Ana Kotowicz 19/08/2015 14:48

Uma em cada cinco crianças não fazem a vacinação de rotina, diz a Organização Mundial de Saúde.

Há um novo obstáculo à campanha de vacinação da Organização Mundial da Saúde. As correntes antivacinas, que ganham cada vez mais protagonismo nos países ocidentais, põem em causa as metas globais de imunização de menores. Ontem, a OMS lançou um alerta na sua revista “Vaccine”: uma em cada cinco crianças no mundo não recebe sequer as vacinas de rotina e muitas mortes de menores seriam evitáveis. A organização garante que todos os anos morrem um milhão e meio de crianças, vítimas de doenças contra as quais existe vacina.

A difteria é um dos exemplos apontados por Philippe Duclos, que dirige o departamento de vacinação da OMS: “Um total de 18,7 milhões de crianças, com menos de um ano, não receberam a vacina contra a difteria, como nós recomendamos.” A agência das Nações Unidas manifestou assim a sua preocupação face àquilo a que chama “hesitação na vacinação” e que, para Philippe Duclos, é “um problema crescente”. 

Embora diga não ser possível traçar o perfil das pessoas que recusam vacinas, está longe de defender que um alto nível de educação ou socioeconómico seja, por si só, sinónimo de as aceitarem de forma automática. E recordou um caso passado no Reino Unido, onde várias pessoas da mesma região defendiam que determinadas vacinas provocavam graves doenças neurológicas nas crianças. Um outro exemplo recordado por Duclos vem de França, onde existiu uma forte corrente avessa à vacina da hepatite B.

As explicações para fugir aos planos de vacinação são muitas: crenças baseadas em mitos, desinformação, desconfiança nos profissionais de saúde, influência dos líderes comunitários, custos, barreiras geográficas e até o medo de agulhas. Por causa desta última, a OMS decidiu publicar um conjunto de recomendações para atenuar a dor no momento da injecção: “Não existe uma estratégia única, mas poderá passar pela participação de líderes influentes para promover a vacinação junto das comunidades, pela mobilização social e pelos meios de comunicação.”

Com Lusa

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