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Bolas de plástico para combater a seca severa? A Califórnia diz que sim
A expectativa é de que estas bolas durem cerca de 10 anos até que precisem de ser recicladas

Bolas de plástico para combater a seca severa? A Califórnia diz que sim

Jornal i 18/08/2015 21:14

As bolas de plástico que conseguem salvar água e proteger a sua qualidade são a mais recente tentativa da Califórnia para fazer face à seca severa que a região está a passar. O reservatório de Los Angels é o "alvo".

Preparando-se para umas das mais severas secas da história a Califórnia decidiu adoptar uma medida muito pouco comum para impedir que os reservatórios de água sequem e que a qualidade da água se preserve.

Na passada segunda-feira, dia 10, ocorreu o mais recente lançamento destas bolas de plástico preto de quatro polegadas para o reservatório de Los Angels. Elevando assim para 96 milhões o número destas bolas no reservatório da cidade americana. O reservatório de Los Angeles é o primeiro a utilizer estas bolas em grande escala e o principal objectivo é fazer face à maior seca da história da Califórina.

As “shade balls” são feitas de polietileno revestido com um material que bloqueia a passagem dos raios ultravioletas. As bolas bloqueiam a acção do sol e evitam que reacções químicas ocorram na água, além de que reduzem a proliferação de algas e a evaporação da água.

O reservatório está localizado em Sylmar e tem capacidade para mais de três mil de milhões de litros, o suficiente para abastecer a cidade com água potável durante três semanas. 

As autoridades da cidade esperam agora que os milhões de “shade balls” lançadas ao reservatório de Los Angeles venham a conseguir uma quantidade significativa de água para fazer face à pior seca da história da Califórnia.

As bolas levam uma certa quantidade de água no interior para que não saiam do lugar e já são usadas há alguns anos para controlar a liberação de gazes em tanques industriais, afugentar pássaros de zonas hídricas próximas de aeroportos e evitar a evaporação da água em operações relacionadas à extracção de petróleo.

Estas 96 milhões de bolas custaram 34,5 milhões de dólares (cerca de 31 milhões de euros) e estima-se que gerem uma poupança de 250 milhões de dólares (cerca de 226 milhões de euros) em alternativas para a proteção da qualidade da água.

O conceito tem vindo a ser testado desde 2008 com resultados de cerca de 85 a 90 por cento de redução na evaporação de água, poupando um volume anual capaz de abastecer 8100 pessoas.

A ideia veio do biólogo Brian White que se inspirou nas “bird balls” usadas para deter pássaros em lagos perto de aeroportos.

Os fabricantes dizem as bolas devem durar cerca de 25 anos, mas a expectativa é de que estas bolas durem cerca de 10 anos até que precisem de ser recicladas.

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