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Cerveira recusa-se a juntar todos os alunos da primária de Covas numa sala
Ministério da Educação não prestou ainda esclarecimentos sobre o assunto

Cerveira recusa-se a juntar todos os alunos da primária de Covas numa sala

Ministério da Educação não prestou ainda esclarecimentos sobre o assunto Jornal i 17/08/2015 19:55

Tutela decidiu acabar com uma das duas turmas mistas da escola, o que deixará um professor com 18 alunos de quatro níveis.

A vereadora da Educação da Câmara de Vila Nova de Cerveira diz "não aceitar" a decisão do Ministério da Educação de concentrar "numa única sala" da escola primária de Covas os 18 alunos do primeiro ao quarto ano.

Em declarações à agência Lusa, Aurora Viães explicou que "a decisão da tutela passa, este ano lectivo, por acabar com uma das duas turmas mistas que funcionou no ano passado na Escola Básica 1 de São Sebastião.

"É um professor para 18 alunos dos quatro níveis de ensino. Se já era complicado funcionar até agora com duas salas a leccionar dois níveis de ensino ao mesmo tempo, mais complicado se vai tornar com alunos dos quatro níveis de ensino na mesma sala, sendo que um dos alunos tem necessidades educativas especiais (NEE), e outro, com indicação para avaliação por parte da equipa de NEE", sustentou.

A Lusa pediu, por escrito, esclarecimentos ao Ministério da Educação e Ciência, mas não obteve resposta.

Aurora Viães assegurou estar "a diligenciar, por todas as vias", a "manutenção e funcionamento das duas turmas do primeiro ciclo de ensino básico" e pediu ao ministério tutelado por Nuno Crato "uma atenção especial", visto tratar-se de uma freguesia "fortemente afectada pelo decréscimo da taxa de natalidade".

"Não estão reunidas as condições de igualdade para que pais e encarregados de educação procedam, em tempo útil, à escolha e matrícula das crianças nos outros centros escolares, relembrando que esta escola tem características diferentes e que devem ser consideradas excepcionais", sublinhou.

Para a responsável, trata-se de uma medida "prejudicial à aprendizagem das crianças", uma vez que a freguesia em causa dista cerca de 15 quilómetros da sede do concelho.

"O percurso em causa faz-se por uma estrada sinuosa com inúmeras curvas, sendo considerado um perigo, principalmente durante o Inverno. Esta medida vai obrigar crianças com idades entre os cinco e os 10 anos a levantarem-se entre as 05:30 e 06:00 da manhã para poderem frequentar a escola, com um regresso a casa tardio, acarretando implicações graves no seu aproveitamento escolar, dado o cansaço que se acumulará com as viagens", frisou.

De acordo com Aurora Viães, nos dois últimos o estabelecimento de ensino apresentou excelentes resultados nas provas de finais de ciclo.

"Com o seu encerramento, colocam-se em causa questões de desigualdade de oportunidades, dentro do mesmo agrupamento e do mesmo concelho", frisou.

O facto de os outros centros escolares do agrupamento não poderem receber todos os alunos - uma vez que já têm as turmas completas ou até acima do legalmente determinado - implica a distribuição deste grupo por diferentes estabelecimentos de sem que os pais possam optar, o que é também criticado pela vereadora.

Lusa

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