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Mas afinal o que é que esta zona tem?

Mas afinal o que é que esta zona tem?

Shutterstock Jornal i 17/08/2015 10:44

A requalificação da baixa de Vilamoura e o desenvolvimento de uma rede de percursos para peões e ciclistas atraem cada vez mais visitantes e novos residentes àquele destino, que ali diariamente passeiam e praticam exercício físico.

“As pessoas passeiam mais, praticam desporto e gostam de se deslocar de bicicleta, coisa que não era muito habitual aqui em Vilamoura”, disse à Lusa Fátima Catarina, administradora da Inframoura, empresa que gere os espaços públicos, sublinhando que a utilização das bicicletas de uso partilhado "tem crescido muito".

Criado na década de 1960, o projeto turístico de Vilamoura e da sua marina foi crescendo sem uma intervenção urbana coesa, criando dificuldades de mobilidade tanto aos condutores como aos peões, o que levou a entidade gestora do complexo a privilegiar a mobilidade dos peões, nomeadamente, através do incentivo à redução do uso do automóvel.

Segundo disse à Lusa Nuno Ramos, que administrava a Inframoura na altura da criação do corredor central, em 2009, e da requalificação do centro, em 2011, um dos objectivos da intervenção foi a redução da sinistralidade e a diminuição da “ocupação excessiva de automóveis” na baixa de Vilamoura.

“O ‘anel dos hotéis’, a par da intervenção feita no corredor central da Av. João Meirelles e na Av. Vilamoura XXI, provam que conseguimos, através da própria arquitetura, ser preventivos e motivadores de novos hábitos e maneiras de viver”, acrescentou, sublinhando que hoje é possível ali praticar exercício físico "de uma forma livre e segura".

De acordo com a actual administradora da empresa, Fátima Catarina, trata-se de um conceito "muito original em Portugal”, o que acaba por "atrair prémios", afirmou, referindo-se à nomeação da obra de requalificação da baixa de Vilamoura para o prémio alemão de design 2016, na categoria de mobilidade e desenho urbano.

O coordenador técnico do projecto, Álvaro Fernandes Andrade, contou à Lusa que a obra tinha como objectivo reforçar a qualidade do espaço público, melhorando o ambiente urbano, mas também promover a acessibilidade universal dirigida aos turistas séniores ou com mobilidade reduzida.

O projecto consistiu na requalificação do espaço urbano, aplicação de novo mobiliário e iluminação pública e no arranjo paisagístico da zona central de Vilamoura, tendo sido instituído um sistema de bicicletas de uso partilhado.

Tito Fernandes, de 80 anos, que possui um apartamento de férias naquela zona, observou à Lusa que os arranjos feitos são “bastante significativos”, o que acaba por contribuir para que cada vez mais pessoas usufruam daqueles espaços.

Rui Santos aproveita um intervalo no seu treino diário para contar à Lusa que um dos motivos que o leva a escolher aquele destino de férias é “exactamente porque tem uma zona para fazer desporto, como não é vista em todo o lado”.

Contudo, o turista, de 30 anos, considera que, apesar da reorganização do estacionamento e do trânsito, durante o pico turístico as viaturas deveriam ser proibidas na zona central de Vilamoura.

O próximo passo é prosseguir com a requalificação de outras artérias da baixa de Vilamoura e alargar a rede de ciclovias à localidade vizinha de Quarteira, confirmou à Lusa o presidente da Câmara de Loulé.

Segundo o autarca Vítor Aleixo, está já em estudo um projecto de ciclovias para a cidade de Quarteira que seguirá a mesma “linguagem, intenção e filosofia de mobilidade no espaço urbano”.

Lusa

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