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Ao fim de 62 anos de trabalho vale 3,8 mil milhões de euros
O grupo Américo Amorim tem actividade em seis áreas absolutamente distintas

Ao fim de 62 anos de trabalho vale 3,8 mil milhões de euros

O grupo Américo Amorim tem actividade em seis áreas absolutamente distintas Margarida Vaqueiro Lopes 15/08/2015 12:19

O homem mais rico de Portugal emprega milhares de pessoas e preside a dezenas de companhias.

Aos 81 anos, Américo Amorim ainda preside ao grupo com o mesmo nome e continua a somar valor à sua fortuna, que ontem a “Forbes” estimava cifrar-se nos 3800 milhões de euros.

O grupo Américo Amorim tem actividade em seis áreas absolutamente distintas: energia, através de uma participação na Galp, cortiça, floresta, financeira, imobiliária e luxo.

Tentámos descobrir a quantas pessoas, no total, o grupo dá emprego, mas até ao fecho da edição não houve resposta por parte da Amorim. Como tal, socorremo-nos da informação pública para, pelo menos, conseguirmos ter uma ordem de grandeza. E mesmo só tendo dados de uma das empresas – a Corticeira Amorim –, os números são relativamente reveladores.

No final de 2014, a Corticeira Amorim tinha um volume de negócios de 560 milhões de euros e o investimento chegava aos 7500 milhões de euros. As vendas, por seu lado, ultrapassaram os 500 milhões de euros, revela o relatório e contas da empresa relativo ao ano passado. 

Com cerca de 3500 funcionários, a Corticeira Amorim decidiu no ano passado criar a Amorim Cork Ventures, uma incubadora de negócios que quer promover a investigação e o empreendedorismo na área da cortiça. A empresa pretendia investir um milhão de euros na fase de arranque desta incubadora, para além de prestar apoio em termos operacionais, redes de contactos e know-how.

No que respeita a salários, e utilizando o método simplista de dividir o custo de remunerações com pessoal pelo número de funcionários, estima-se que um salário médio dos funcionários da Corticeira ronde os 1600 euros, quase o dobro daquilo que é o salário médio nacional. Segundo dados compilados pela base de dados Pordata, este era de 911 euros em 2013.

No que respeita à floresta, o grupo Américo Amorim gere actualmente áreas de floresta e montado de sobro superiores a 12 mil hectares, segundo o site da empresa. E isto somente em Portugal. No Brasil, por exemplo, a Amorim já tem também um coqueiral com mais de 120 mil coqueiros.

Da terra para os escritórios bancários, onde a Amorim tem participações no Banco Único (390 colaboradores), em Moçambique, e no Banco Luso-Brasileiro (83 colaboradores), no Brasil. Em Portugal mantém uma participação no Banco Carregosa (75 colaboradores). 

Mas não é tudo. A área imobiliária é uma das que merecem significativo investimento por parte do grupo, segundo o site da empresa, ainda que não seja público qual o montante. De qualquer forma, a Amorim soma investimentos em Angola, nomeadamente na excêntrica zona de Talatona, no Brasil – sobretudo no nordeste do país – e também em Portugal, no norte do país.

A diversificação do investimento do grupo Américo Amorim alargou-se em 2007, com a compra de uma participação de 25% na marca de luxo Tom Ford. 

Na Galp, a participação de Américo Amorim chega aos 38,34%, e deverá ser uma das mais rentáveis do grupo. Nas contas de 2014, publicadas no início deste ano, a energética revelava lucros de 373 milhões de euros. 
A empresa, a cujo conselho de administração Américo de Amorim preside, tinha no final do ano passado quase sete mil colaboradores. Novamente utilizando o método simplista de cálculo de divisão entre custos com pessoal e número total de funcionários, um salário médio na Galp rondará os 3300 euros.

A Amorim contribui ainda para diversas instituições, como a Fundação de Serralves ou a Casa da Música, e atribui regularmente bolsas de estudo no âmbito de uma parceria que estabeleceu com o Wine&Spirit Education Trust, do Reino Unido. 

O grupo Amorim tem ainda a Academia Amorim, que se dedica a incentivar a investigação e o conhecimento sobre vinho e que foi fundada em França em 1992, por membros da família Amorim. A academia dedica-se ao apoio a investigação na área da enologia e a projectos que permitam melhorar as condições de conservação do vinho.

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