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BE responde ao PS com “desempregados reais”
"Não falsifiquem o desemprego", lê-se nos novos cartazes

BE responde ao PS com “desempregados reais”

"Não falsifiquem o desemprego", lê-se nos novos cartazes Esquerda.net Cláudia Sobral 14/08/2015 15:57

Sofia e António são militantes do partido e estão mesmo desempregados. São os rostos dos novos outodoors do Bloco e as suas histórias são contadas num vídeo.

O Bloco de Esquerda lançou esta sexta-feira dois novos outdoors que contam as histórias de “desempregados reais”.

Com o slogan “gente de verdade”, o Bloco lembra que “em 2015 há menos empregos que em 2011” e diz, numa clara resposta aos polémicos cartazes do PS, que diziam “não brinquem com os números, respeitem as pessoas", com histórias que se veio a decobrir serem falsas: “Não falsifiquem o desemprego, levem as pessoas a sério.”

Os bloquistas dizem que não aceitam a “falsificação do desemprego” e que com estes dois novos outdoors querem “devolver a voz aos desempregados e às desempregadas reais, gente de verdade que dá a cara e conta o seu caso, único mas próximo dos de milhares de pessoas”, acrescentando que no centro das duas propostas está “a resposta ao desemprego e aos desempregados reais”.

Sofia Luna e António Baião Costa, os dois rostos dos cartazes, que o BE apresenta como militantes do partido, são os rostos dos cartazes, e, para que não sobrem dúvidas, as suas histórias são contadas num vídeo partilhado no YouTube e que pode também ser visto no Esquerda.net, um site do partido.

Sofia tem 34 anos e um filho e, com uma licenciatura em Educação Física, está desempregada. Desde 2004, conta o partido, o contrato de trabalho mais longo que teve durou um ano. E no último emprego que teve, até Junho desde ano, para o qual tinha de percorrer 70 quilómetros diários, ganhava 390 euros por mês.

António Baião Costa, militante do BE em Loures, tem 60 anos, começou a trabalhar aos 15 e está desempregado desde 2012 por extinção de posto de trabalho, depois de a empresa lhe ter ficado a dever cinco meses de salários. Em Março deste ano, lê-se no Esquerda.net, deixou de ter direito ao subsídio de desemprego e, sem conseguir encontrar um novo trabalho, vive com 11,18 euros diários de subsídio social de desemprego.

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