21/9/18
 
 
PS. Semana horribilis termina com a demissão do director de campanha
A direcção de campanha começou por ser violentamente criticada

PS. Semana horribilis termina com a demissão do director de campanha

A direcção de campanha começou por ser violentamente criticada José Fernandes Ana Sá Lopes 10/08/2015 11:37

Ascenso Simões assumiu o ónus do desastre dos cartazes. As pressões para a sua saída eram privadas e públicas.

O PS viveu uma intensa semana sob a lei de Murphy – aquela lei famosa que indica que quando alguma coisa tem de correr mal, correrá seguramente pior. Ontem de manhã, o director de campanha, Ascenso Simões, cabeça-de-lista por Vila Real, decidiu que alguma coisa tinha de ser feita e apresentou a sua demissão. Aliás, a saída de Ascenso da direcção da campanha acabou por ser consequência de pressões abertas e de murmúrios discretos sobre o rumo que a campanha do PS estava a tomar. Perante o avolumar da onda – em que participou a número 3 do PS em Évora, Florbela Fernandes –, Ascenso decidiu afastar-se da direcção da campanha.

Numa declaração que publicou na sua página pessoal do Facebook, o ex-secretário de Estado da Administração Interna no tempo em que Costa era ministro (a amizade entre os dois vem de muito longe) escreveu: “Acabei de informar o secretário-geral do Partido Socialista da minha decisão de cessar as funções de director de campanha. Quem é responsável por uma máquina deve assumir todas as falhas que ela demonstra, deve tirar ilações de tudo o que, publicamente, se reconhece como erro.” 

Os erros assumidos Ascenso Simões lembrou que tem um passado que não quer “manchar”, que tem com o seu “partido de mais de 35 anos um dever de lealdade” e que tem pelo seu país “o respeito de sempre ter feito política assumindo todas as responsabilidades de a fazer com elevação e com decência”. “Fico agora mais livre para ser um simples militante que tudo vai fazer para que o PS se consagre como uma verdadeira força de progresso e de modernização da economia portuguesa”, acrescenta a curta declaração de despedida do ex-director da campanha socialista. 

A nomeação do seu substituto foi imediata. Duarte Cordeiro, número dois da Câmara de Lisboa, suspende agora as funções autárquicas para se dedicar a dirigir a campanha das legislativas. Ser director de campanha não é uma coisa nova para o ex-líder da Juventude Socialista: foi o responsável pela máquina de Manuel Alegre nas eleições presidenciais de 2011 e foi director de campanha da última eleição de António Costa como presidente da câmara. 

Os cartazes da discórdia – do outdoor que foi comparado a um cartaz de uma igreja evangélica aos cartazes sobre desemprego que começaram a ser colocados na sexta-feira – estão a ser retirados e substituídos por um novo cartaz que será afixado em todo o país. Este é um cartaz simples, com a cara de António Costa em grande plano e o slogan “é tempo de confiança”. Hoje abre o site da campanha e uma página de Facebook. O PS também vai abrir uma conta de campanha no Twitter e no Instagram. A campanha nos meios digitais será coordenada por Edson Athayde, que foi criticadíssimo depois do cartaz “new age” mas que continua a trabalhar na campanha do PS.

Mas muito pior que os cartazes “new age” foi aquele sobre o desemprego em que a pessoa na foto veio dizer ao “Observador” que não estava desempregada nem tinha dado autorização para ela ser utilizada. A jovem trabalhava na Junta de Freguesia de Arroios e a sua presidente, Margarida Martins, eleita pelo PS, veio culpar do facto o partido.

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×