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Somália reconhece ser impossível realizar eleições no país
O executivo somali reconhece, porém, a necessidade de realizar eleições e de efectuar uma mudança de governo

Somália reconhece ser impossível realizar eleições no país

O executivo somali reconhece, porém, a necessidade de realizar eleições e de efectuar uma mudança de governo Lusa Jornal I 28/07/2015 19:34

As eleições legislativas na Somália, previstas para 2016, não poderão ser realizadas por razões de segurança e problemas logísticos, segundo reconheceram esta terça-feira o parlamento e o governo de transição do país, citados pela agência France Presse (AFP)

"O mundo inteiro entende" que as eleições "não se poderão celebrar na Somália em 2016 por problemas de segurança, problemas com o censo da população, problemas logísticos e devido aos conflitos entre clãs", declarou em conferência de imprensa o porta-voz do governo, Ali Abdullahi. 

Segundo a mesma fonte, o executivo somali reconhece, porém, a necessidade de realizar eleições e de efectuar uma mudança de governo.

Na próxima sexta-feira irá realizar-se em Mogadíscio, capital do país, uma conferência organizada pelas Nações Unidas (ONU) para apelar a que o governo realize eleições e comece a organizar a transferência de poderes.

No entanto, durante a sessão parlamentar desta terça-feira, e com a presença do primeiro-ministro, Omar Abdirashiid, deputados e membros do executivo reconheceram que não será possível uma transferência de poderes democrática em Agosto de 2016, altura em que termina o mandato da actual administração.

O parlamento e o governo acordaram então convocar todos os órgãos de poder constitucionais do país para um encontro com a comunidade internacional para debater "a melhor opção" para fazer frente à situação.

A Somália vive em estado de guerra e caos político desde 1991, quando uma rebelião armada derrubou o regime de Mohamed Siad Barre e deixou o país sem um governo efectivo e nas mãos de milícias extremistas, "senhores da guerra" e bandos criminosos armados.

Após intervenção da ONU, o país iniciou uma transição para um sistema democrático em 2004, tendo em 2012 sido eleito, pelo parlamento, Hassan Sheikh Mohamud para o cargo de Presidente, cujo mandato deveria durar quatro anos, depois do qual deveriam ser realizadas as que seriam as primeiras eleições democráticas na Somália desde 1967.

 

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