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Marcelo Rebelo de Sousa. Futuro PR tem de ser um fomentador de esperança e afecto
Marcelo falou na esperança dos cidadãos

Marcelo Rebelo de Sousa. Futuro PR tem de ser um fomentador de esperança e afecto

Marcelo falou na esperança dos cidadãos Raquel Wise / SOL Jornal i 25/07/2015 10:41

O professor universitário e comentador político Marcelo Rebelo de Sousa disse, na noite de sexta-feira, em Coimbra, que o futuro Presidente da República (PR) terá de ser um fomentador da esperança dos cidadãos.

"Numa situação de gestão difícil, aquilo que eu penso que se espera do futuro PR é que, além de cumprir a sua missão da gestão da situação de governabilidade e estabilidade, seja um fomentador de esperança das pessoas", disse Marcelo Rebelo de Sousa, durante um debate em Coimbra.

Intervindo numa sessão intitulada "A Festa e a Política", integrada no programa do Festival das Artes, em resposta a uma pergunta da assistência sobre a contribuição do próximo PR para aproximar as pessoas da política, Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que o futuro Presidente da República "tem de cumprir a missão, que é sensível e depois tem de ser um portador de afectos".

"Se [a função do PR] for vivida com alegria, melhor. Se for vivida com cara de cemitério é menos bom mas pode ser que dê resultado, dar esperança com cara fúnebre", ironizou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que o chefe de Estado "não tem de estar metido na governação" nem possuir "projectos extraordinários", como um programa de Governo: "Isso é um verdadeiro perigo, um PR com um programa de governo de salvação nacional, isso não existe, não cabe na Constituição", avisou.

O comentador político também estendeu a necessidade dos afetos "depois de quatro anos e meio de crise" às eleições legislativas, frisando que "se há qualquer coisa que está a falhar na campanha legislativa é nem sempre passar esse afecto".

"Há excepções: o primeiro-ministro [Passos Coelho] está a fazer um esforço para fazer passar o afevto, mas fica aquém do vice-primeiro ministro [Paulo Portas] que consegue fazer passar mais a imagem de afevto", apontou.

Já o líder socialista, António Costa, deveria, "na óptica do seu interesse, fazer passar mais essa mensagem", adiantou.

"Mas não é para conquistarem votos. As pessoas fizeram um esforço pelo país, pelas famílias, pelos próximos, e como acontece com um familiar nosso que teve uma dificuldade, temos de lhe dar mimo, temos de dar carinho", defendeu.

Lusa

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