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Grécia. Comissão Europeia propõe financiamento ponte de 7 mil milhões
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia

Grécia. Comissão Europeia propõe financiamento ponte de 7 mil milhões

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia ©Lusa Margarida Vaqueiro Lopes 15/07/2015 10:58

Dinheiro deverá vir do Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Guerra com a Grã-Bretanha à vista.

A Comissão Europeia propôs que o financiamento ponte, a ser entregue à Grécia já durante o próximo mês, seja de 7 mil milhões de euros. Atenas precisa urgentemente de liquidez para fazer face aos compromissos, que incluem pagamentos aos credores – só ao FMI o governo de Tsipras já está a dever duas tranches, que deviam ter sido pagas no final de Junho e na passada segunda-feira, dia 13 de Julho.

Num documento a que a agência Reuters teve acesso, a Comissão propõe que o dinheiro venha do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, algo a que a Grã-Bretanha se tem oposto veementemente. Aliás, ainda esta terça-feira, durante uma reunião dos ministros das finanças da União Europeia, George Osborne afirmou que não estaria disponível para libertar a verba ao abrigo do Fundo.  Em 2001, David Cameron conseguiu que os líderes europeus assumissem o compromisso de não utilizar este mecanismo para resgates europeus.

No entanto, o dierito comunitário nota que o compromisso foi apenas político e, como tal, é possível quebrá-lo tendo em conta a urgência da situação. A Grécia tem que pagar ao BCE mais de três mil milhões de euros no dia 20 de Julho, e o resgate que actualmente está em cima da mesa não deverá ser aplicado até Setembro, daí a necessidade deste financiamento ponte.

A proposta da Comissão Europeia chega no mesmo dia em que Tsipras tenta legislar no parlamento grego as seis medidas prioritárias do programa de austeridade acordado com os credores, sob fortes protestos. Os bancos gregos mantêm-se fechados por ordem do ministério das Finanças helénico, que afirmou que as instituições deverão abrir portas amanhã, dia 16 de Julho. Os bancos gregos estão fechados praticamente há três semanas, e os levantamentos de dinheiro estão bloqueados a 60 euros diários por pessoa.

Entretanto, em Londres, David Cameron defendeu publicamente um perdão da dívida grega. O primeiro-ministro inglês disse concordar com o Fundo Monetário Internacional - que defende uma reestruturação sgnificativa da dívida grega, por considerá-la impagável.

"O princípio de que deve haver um alívio da dívida está correcto. É do interesse do Reino Unido, no âmbito da União Europa, que se perceba como é que isto pode ser feito. É preciso resolver esta questão, e muito rapidamente", afirmou o responsável ao final desta manhã, em conferência de imprensa.

 

[notícia actualizada às 12h25 com as declarações de David Cameron]

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