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Lucescu conquista o 21.º título no Shakhtar
Olhem lá para mim tão cool

Lucescu conquista o 21.º título no Shakhtar

Olhem lá para mim tão cool Rui Miguel Tovar 14/07/2015 23:39

Treinador romeno arruma Dínamo Kiev com dois golos nos descontos e vence a sétima Supertaça da Ucrânia desde 2004

Internacional romeno e até capitão da selecção vs. Portugal na vitória por 3-0 rumo ao Mundial-70, o nome de Lucescu
acompanha o mundo desde 1963, aquando da estreia como avançado do Dínamo Bucareste, heptacampeão romeno. É também lá que se inicia nas lides de treinador, vencendo a Taça da Roménia em 1986, numa época em que o Steaua vence a Taça dos Campeões na famosa final dos penáltis em Sevilha, com o Barcelona.

É por essa altura que Lucescu começa a dizer algo a Portugal.O Benfica interessa-se pelo romeno e é o presidente Fernando Martins quem assume a negociação. O problema esbarra no ditador Nicolae Ceausescu, que o impede de sair do país. Se é ou não coma desculpa de ser património do Estado (como Salazar bloqueia a saída de Eusébio para o Inter), isso é que ninguém sabe.

No ano seguinte (1987), Lucescu e Benfica voltam a cruzar-se, agora para a contratação do avançado Rodion Camataru, melhor marcador do campeonato romeno (ao serviço do Dínamo, treinado você-sabe-muito-por-quem) e da Europa com 44 golos, vinte deles marcados nos últimos seis jogos (ninguém desconfia...) para ultrapassar o austríaco Toni Polster. Mais uma vez, Ceausescu impede o negócio.

A queda da Cortina de Ferro nos anos 90 abre fronteiras no Leste eLucescu aproveita para apanhar ar. Escolhe Itália. Vai para o Pisa em 1990. No ano seguinte, Pinto da Costa aborda-o no sentido de substituir Artur Jorge,mas a família de Lucescu pressiona-o para continuar em Itália. Assina pelo Brescia. Dez anos depois, está Lucescu no Galatasaray quando o clube turco atravessa uma grave crise financeira e é obrigado a libertar-se de Jardel para suavizar a dívida. SuperMário para ali, SuperMário para aqui e Jardel acaba por aterrar em Alvalade na sequência de movimentadas conversas entre os romenos Lucescu e Bölöni, então treinador do Sporting.

Em 2004, Lucescu chega à Ucrânia. O Dínamo Kiev ganha em títulos ao Shakhtar (17-6) mas o futebol do romeno diminui diferenças (30-25). Pelo meio, é verdade que perde com Sporting, FC Porto e Benfica na Liga dos Campeões mas ganha a Taça UEFA-2009 ao Werder Bremen. Esta noite, o Shakhtar levanta a Supertaça ucraniana com dois golos nos descontos, um de Douglas e outro de Bernard (esse mesmo, o brasileiro quase quase quase no FC Porto em 2013).

É o 21.º título de Lucescu na Ucrânia, entre oito campeonatos, sete Supertaças, cinco Taças e a tal Taça UEFA. No geral, Mircea acumula o respeitável número de 32 títulos. Quê? É isso mesmo, trinta-e-dois. O primeiro de todos é o da 2ª divisão romena em 1980, pelo Corvinul Hunedoara. É o segundo maior de sempre, ligeiramente longe do recordista Alex Ferguson (50).

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