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UE vai reformar sistema de troca de quotas para aumentar preço do carbono
Reforma entrará em vigor em 2019, dois anos antes do proposto pela Comissão

UE vai reformar sistema de troca de quotas para aumentar preço do carbono

Reforma entrará em vigor em 2019, dois anos antes do proposto pela Comissão Jornal i 08/07/2015 23:14

Diploma adoptado esta quarta-feira no Parlamento Europeu visa fazer com que “o preço do carbono possa estimular a inovação em matéria de eficácia energética".

A União Europeia vai reformar no início de 2019 o seu sistema de troca de quotas de emissão de dióxido de carbono (CO2) para fazer aumentar o respectivo preço e encorajar os investimentos em energias “verdes”.

O diploma, esta quarta-feira adoptado no Parlamento Europeu e já aprovado em Maio pela Comissão Europeia e pelos Estados membros, visa fazer com que “o preço do carbono possa estimular a inovação em matéria de eficácia energética”, explicou o relator do texto no parlamento, o conservador belga Ivo Belet.

Desde a crise económica de 2009, a procura de quotas de emissão de CO2 (ou de “direitos para poluir”) caiu, e os excedentes acumularam-se, fazendo descer o preço do carbono.

Este é agora mais de três vezes inferior ao preço previsto no momento da criação deste mecanismo, o que não encoraja as empresas a investirem em tecnologias menos poluentes.

A reforma esta quarta-feira aprovada tem por objectivo reduzir esses excedentes para voltar a fazer aumentar os preços e, assim, tornar o sistema mais incentivador.

Para tal, uma parte das quotas excedentárias, além de um certo limite, será automaticamente colocada numa reserva que poderá voltar a ser colocada no mercado em caso de aumento da procura.

O texto “constitui um primeiro passo em direção ao restabelecimento do mercado de carbono e credibiliza o compromisso da União Europeia com vista à Conferência de Paris sobre o Clima” (COP 21, que decorrerá entre os dias 30 de Novembro e 11 de Dezembro deste ano), considerou o socialista francês Gilles Pargneaux.

O Parlamento Europeu conseguiu que esta reforma entre em vigor em 2019, ou seja, dois anos antes do que propunha a Comissão.

Lusa

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