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O português que quer atribuir visão aos computadores venceu prémio IBM

O português que quer atribuir visão aos computadores venceu prémio IBM

Melissa Lopes 03/07/2015 19:00

O desafio não é pequeno: conseguir fazer com que computadores e robôs vejam como nós, humanos. 

Ricardo Cabral é açoriano, tem 29 anos e já trabalhou na Google, onde ajudou a criar a aplicação Indoor Maps. Trabalha actualmente nos laboratórios da Apple e venceu este ano o prémio científico IBM com uma tese de doutoramento que define metodologias para que robôs e computadores possam ver como os humanos. O açoriano é doutorado em Engenharia Eletrotécnica e Computadores pelo Instituto Superior Técnico e a Carnegie Mellon University, nos EUA.

“A ideia de fazer um computador pensar e ver – o Santo Graal da área da inteligência artificial e da visão por computador – continua a fascinar-me todos os dias, pela parte tecnológica e pelas suas profundas implicações em áreas como a neurociência, filosofia e ética”, disse Ricardo em 2012, antes de ter concluído a tese de doutoramento que lhe deu este ano o prémio de 15 mil euros.

O trabalho desenvolvido por este investigador,no âmbito da computação cognitiva e da visão computacional, ainda não aponta para uma solução ao desafio, mas é mais um passo na área da visão computacional, ao pretender levar o computador a ver como os humanos, nota a IBM. O trabalho tem aplicação, por exemplo, na robótica, arquitectura, realidade virtual, efeitos especiais, navegação e mapeamento de território. 

Durante a investigação, Ricardo da Silveira Cabral desenvolveu uma metodologia que permite combinar dois modelos de aprendizagem: um que já conta com mais de 30 anos de uso e outro que é mais recente. O investigador estudou modelos "low-rank": observou a abordagem mais tradicional, e uma outra, proposta mais recentemente para a substituir e descobriu um modelo que engloba as duas estratégias e que "permite unificar as vantagens de ambas", explica o vencedor, citado no comunicado. 

O Prémio científico IBM celebra 25 anos de existência e tem o objetivo de distinguir o contributo de trabalhos de investigação para o desenvolvimento das Ciências da Computação e das Tecnologias da Informação em Portugal e é já considerado o maior galardão nacional nesta área.

 

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