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António Costa diz que não houve concertação mínima na recondução do Governador do Banco de Portugal

António Costa diz que não houve concertação mínima na recondução do Governador do Banco de Portugal

Jornal i 02/07/2015 16:05

"É um gravíssimo erro do senhor governador achar que basta ter a confiança da ministra das Finanças e do primeiro-ministro, para merecer a confianças dos portugueses".

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou esta quinta-feira em Sines que a decisão do Governo de aprovar um novo mandato de Carlos Costa, como governador do Banco de Portugal, não teve a "concertação mínima" que tem sido habitual.

"Nós já tivemos oportunidade de dizer que consideramos absolutamente lamentável que, a três meses de eleições, se tenha a procedido nomeação de uma pessoa para liderar uma instituição que tem de estar acima de qualquer dúvida, que tem de ser uma marca de imparcialidade, de isenção e de confiança dos portugueses, sem que isso tenha sido objecto da concertação mínima, como deveria ser e como tem, tradicionalmente, sempre acontecido", disse.

António Costa, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao porto de Sines e depois de ser conhecida a decisão do Conselho de Ministros, que aprovou esta quinta-feira a nomeação de Carlos Costa para um segundo mandato de cinco anos, afirmou também que o governador do Banco de Portugal está a cometer um erro grave.

"É um gravíssimo erro do senhor governador achar que basta ter a confiança da ministra das Finanças e do primeiro-ministro, para merecer a confianças dos portugueses. E hoje, mais do que nunca, era fundamental que os portugueses pudessem ter uma confiança plena no Banco de Portugal e no seu governador", disse o líder socialista.

Lusa

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