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Safira. Um festival que "une" criação artística e paisagem
Um dos conceitos-chave do certame passa por “tirar partido da paisagem, do cenário, em pleno montado alentejano, para a realização dos espectáculos”.

Safira. Um festival que "une" criação artística e paisagem

Um dos conceitos-chave do certame passa por “tirar partido da paisagem, do cenário, em pleno montado alentejano, para a realização dos espectáculos”. Jornal i 01/07/2015 17:10

O evento vai na 6.ª edição e é uma coprodução da empresa Chaparro Inquieto, de Miguel Carrelo, e da associação O Espaço do Tempo, do coreógrafo Rui Horta.

Uma conferência e quatro espetáculos de música, dança e performance, preenchem o programa do Safira – Festival de Artes na Paisagem 2015, que decorre, no sábado, com vista para o montado, numa herdade do concelho de Montemor-o-Novo.

Dedicado às artes performativas e utilizando “os recursos e dinâmicas do espaço rural alentejano como palco privilegiado para a criação artística contemporânea”, o festival acontece na Herdade das Valadas, na zona da aldeia abandonada de Safira, Montemor-o-Novo (Évora).

Um dos conceitos-chave do certame - realçou esta quarta-feira à agência Lusa o promotor Miguel Carrelo - passa por “tirar partido da paisagem, do cenário, em pleno montado alentejano, para a realização dos espectáculos”.

“E queremos proporcionar um conjunto diversificado de espetáculos” ao público, acrescentou, frisando ainda que o Safira se dirige “a todas as gerações”, com a organização a “convidar e a insistir muito para que as pessoas” assistam às iniciativas programadas, “em família, com os filhos”.

Este ano, o programa arranca às 10:00, com a conferência “Sustentabilidade – Ecologia, vulnerabilidade e comportamentos”, tendo como oradores Alfredo Sendim, Luís Schmidt e Viriato Soromenho Marques, com moderação de Ana Sousa Dias.

“A conferência só tem lugar às 11:00, mas é antecedida, às 10:00, de um pequeno-almoço, para o qual estão convidados todos os participantes”, disse o organizador.

A conversa, integrada no ciclo de conferências “Sinais de Fogo”, da associação O Espaço do Tempo, vai decorrer na antiga igreja da aldeia de Safira.

“Fizemos uma ação de voluntariado há cerca de um mês, limpámos toda a igreja em ruínas, que tinha o telhado caído, e criámos as condições para a realização da conferência”, afirmou.

Os visitantes vão poder, seguidamente, visitar e almoçar na Herdade do Freixo do Meio, também no concelho de Montemor-o-Novo, e, às 18:30, já no “palco” natural do festival, arrancam os espectáculos.

O “pontapé de saída” é dado com um concerto de música clássica, pelo violoncelista Paulo Gaio Lima e pelo guitarrista Paulo Vaz de Carvalho, após o qual tem lugar um espetáculo de dança com Luís Marrafa e António Cabrita.

“Arrastão” é o título da performance de Lander Patrick, na qual “um ‘maestro’ dirige, em tempo real, luz, som e público, convidando-o a envolver-se activamente na construção de paisagens rítmicas”.

A edição deste ano do Safira termina às 23:00, com um concerto pelos The Black Mamba, trio formado por Pedro Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais.

Lusa

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