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Graça Canto Moniz 30/06/2015
Graça Canto Moniz

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Incapacidades do PS

António Costa, essa esperança audaz (ou será mendaz?), dependendo do dia, da semana ou mesmo do mês, já se referiu ao Syriza sob diferentes perspectivas que oscilam entre “uma linha a seguir” e uma atitude “tonta” perante a UE.

Caro leitor, apesar das atenções centradas em Atenas, chegou a altura de reconhecermos o esforço colossal do PS. Refiro-me, em concreto, ao esforço de coerência revelado nos últimos tempos. Eu explico: António Costa, essa esperança audaz (ou será mendaz?), dependendo do dia, da semana ou mesmo do mês, já se referiu ao Syriza sob diferentes perspectivas que oscilam entre “uma linha a seguir” e uma atitude “tonta” perante a UE.

No meio de tanta contradição, a semana passada, no dia 25 de Junho, o PS-Porto organiza uma manifestação contra a austeridade e chantagem em apoio do Syriza. 

É surpreendente como, a nadar em tanta vacuidade, o PS concentra os seus esforços em manter alguma coerência. A dura realidade é que, a poucos meses das legislativas, o PS está ideologicamente perdido. Num partido que se apresenta como alternativa séria de governo, a sua incapacidade de tirar as devidas consequências das suas diferenças com o Syriza é assustadora.

Este marinar ideológico confirma a improbabilidade de um candidato, estruturalmente socialista, ao tentar desafiar o consenso ideológico politicamente correcto socialista/social-democrata, desenvolver um programa e um léxico alternativo, neste torpor europeu pós-moderno, e com isso beneficiar de uma votação de proporções históricas.

O PS é, por isso, um partido sem fôlego, ideologicamente falido, historicamente comprometido com o presente e incapaz de suportar um debate que não assente num jogo de cintura entre a coerência e a contradição.

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