21/8/19
 
 
António Ribeiro Ferreira 29/06/2015
António Ribeiro Ferreira
Opiniao

antonio.ferreira@newsplex.pt

Opinião: A vacina grega

A pergunta aos gregos é esdrúxula e só pode vir de uma cabecinha que se imagina a vanguarda esclarecida de um bando de totós.

Ainda bem que Tsipras, desesperado, deu o salto para o abismo e marcou um referendo para domingo. A pergunta aos gregos é esdrúxula e só pode vir de uma cabecinha que se imagina a vanguarda esclarecida de um bando de totós.

Seja como for, os gregos que votarem dia 5 sabem perfeitamente que o sim significa a permanência no euro e a saída a pontapé do poder de um grupo de comunistas que em poucos meses atirou o país para uma situação impensável na Europa. E sabem também que o não significa a miséria e a saída não só da zona euro como da União Europeia.

O projecto do Syriza não passa por nenhum dos valores sociais, económicos e políticos da União Europeia. O projecto do Syriza é igual ao projecto que foi derrotado com o fim da Cortina de Ferro e do Muro de Berlim. É por isso que, apesar do sofrimento do povo grego, o referendo de domingo pode ser muito importante para a Grécia.

Se ganhar o sim é uma eficaz vacina em toda a Europa contra um vírus que nasceu com a crise e quase se transformou numa epidemia. O referendo votado pelos comunistas do Syriza, a extrema-direita dos Gregos Independentes e os nazis do Aurora Dourada é o sinal óbvio de que estas forças negras estão unidas e dispostas a tudo para matar a democracia.

Dia 5 à noite podem ter uma derrota histórica. A democracia e a liberdade podem, de novo, ganhar uma batalha contra a tirania. 

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