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Juros da dívida portuguesa já sobem à boleia da Grécia

Juros da dívida portuguesa já sobem à boleia da Grécia

Margarida Vaqueiro Lopes 29/06/2015 11:44

Impasse grego penaliza bolsas e faz disparar juros de obrigações. Bancos helénicos abrem para pagar a pensionistas

Os investidores já acusaram os sinais de nervosismo. Os juros das obrigaçõs portuguesas a 10 anos ultrapassaram a barreira dos 3%, ao fim de cinco sessões, com as similaridades com a situação grega a assustar os mercados. Por outro lado, a Alemanha regressa à lista das preferências. Os investidores estão a refugiar-se nas obrigações alemãs, cujos juros - no fundo o elemento que reflecte o risco - se fixavam nos 0,74% ao início da manhã.

Na Grécia, o cenário também é caótico nos mercado: as yields das obrigações a dez anos subiam 368 pontos base para se fixarem 14,6%, máximos de quase três anos.

Nas bolsas, o cenário não é mais animador. O controlo de capitais e a proximidade do final do prazo do resgate grego estão a fundar as praças europeias: O Dax alemão derrocoava 3,27%, enquanto o principal índice francês, o CAC 40, perdia 3,47%. No mesmo sentido, o Ibex espanhol e o FTSE italiano escorregavam 3,99% e 4,01%, respectivamente. A bolsa de Atenas está fechada para evitar uma segunda-feira negra.

Portugal não foge à regra, com o PSI 20 a afundar 4,28%, com o BCP a liderar perdas, ao tombar 8,87% para valer 0,077 euros. O Banif e o BPI caíam 6,18% e 7,35%, respectivamente, num dia em que a praça lisboeta se tinge de vermelho de olhos postos em Atenas.

Recorde-se que amanhã, 30 de Junho, termina o prazo do resgate financeiro grego, bem como o prazo para Atenas reembolsar 1 600 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional. Os bancos gregos estão fechados pelo menos até dia 7 de Julho, estando o levantamento de dinheiro limitado a 60 euros por pessoa, para conseguir evitar a fuga de capitais e a derrocada do sistema financeiro.

No entanto, algumas sucursais irão abrir durante esta segunda-feira, dia 29 de Junho, para assegurar o pagamento das pensões aos reformados gregos, soube-se esta manhã.

Dia 6 de Julho os gregos votarão no referendo onde decidem se aceitam ou não a proposta apresentada pelos credores internacionais que poderá evitar a falência do país - e consequentemente uma saída da Grécia da zona euro.

 

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