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Motivo inicial era o roubo, mas violador não se conseguia conter
Violações ocorreram junto à estação da Póvoa de Santa Iria

Motivo inicial era o roubo, mas violador não se conseguia conter

Violações ocorreram junto à estação da Póvoa de Santa Iria D.R. Augusto Freitas de Sousa 25/06/2015 09:00

Crimes registados desde 2007 na Póvoa de Iria ultrapassam a dezena, mas algumas vítimas não chegaram a fazer queixa. Detido já confessou.

Oviolador da Póvoa de Santa Iria, detido no passado sábado, pode vir a ser acusado de mais de uma dezenas de crimes de violação e roubo.

Fonte do processo referiu que o suspeito, de 38 anos de idade, desempregado, residente na Póvoa de Santa Iria, confessou alguns crimes de violação e outros em que o motivo foi o roubo, mas deixou em aberto episódios de que garantiu não se lembrar. Além dos registos existentes, os investigadores do processo têm a convicção de que houve crimes de violação em que as vítimas não chegaram a fazer queixa formal.

O Instituto de Medicina Legal está agora a processar os vestígios dos crimes, antes de a Polícia Judiciária começar a chamar as vítimas dos crimes.

Pelo menos desde 2007 que várias violações foram reportadas naquela zona, mas, apesar da vigilância, o responsável nunca foi apanhado. Ao que parece, o intervalo alargado entre os diversos crimes não permitiu obter um padrão sobre o modus operandi do suspeito. Por outro lado, o desempregado alterava frequentemente o local de residência, o que tornou ainda mais difícil uma identificação. Desta vez, o suspeito dos crimes vivia num armazém abandonado na zona da Póvoa de Santa Iria. 

Na noite de sábado para domingo, 20 para 21 de Junho, quando faltavam poucos minutos para a uma da madrugada, o violador esperou que uma rapariga de 24 anos saísse da estação de comboios da Póvoa de Santa Iria e se dirigisse ao seu automóvel, estacionado num descampado sem luz e sem vigilância. O violador, como sempre fazia, obrigou a vítima, ameaçando-a com um canivete, a deslocar o carro para uma zona ainda mais inóspita. Noutros casos ficou-se pelo roubo, mas este sábado, além de a roubar e ficar com o seu cartão bancário e respectivo código, violou a jovem. Ordenou-lhe que passasse para o banco traseiro, onde consumou o crime.

A PSPda zona foi alertada, e por sua vez reencaminhou o caso para o piquete da Polícia Judiciária (PJ). Uma unidade permanente de prevenção dos crimes sexuais da PJ chegou ao local cerca das 2h30 da madrugada para interrogar a jovem e proceder às diligências de investigação. O i apurou que foi o inspector responsável pelos casos em aberto na mesma zona que se deslocou à Póvoa de Santa Iria.

Cerca das 6h30 da manhã do passado domingo, o suspeito de violação foi apanhado pela PJ, com a colaboração da PSPda Póvoa de Santa Iria, quando tentava levantar dinheiro da conta da vítima. Segundo fontes próximas do processo, o detido confessou mais de seis crimes de violação e outros de roubo, mas não se lembrou de outros casos que os investigadores acreditam terem sido da sua responsabilidade.

Numa primeira leitura, os responsáveis pela investigação apuraram que o motivo inicial do detido seria o roubo, mas, como referiu no interrogatório, em alguns casos não se conseguiu conter e violou as vítimas.

O suspeito está desempregado há cerca de uma década e perdeu recentemente o direito ao rendimento social de inserção. Após o interrogatório ficou em prisão preventiva.

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