2/3/21
 
 
Paulo Sousa. O regista regressa à Série A
Sousa é apresentado às 18h00 no Artemio Franchi

Paulo Sousa. O regista regressa à Série A

Sousa é apresentado às 18h00 no Artemio Franchi Phil Noble/Reuters Pedro Miguel Neves 22/06/2015 10:22

Treinador português é apresentado hoje na Fiorentina, onde sucede a Montella.

Paulo Sousa, il regista. Omédio chegou à Juventus em 1994/95 e venceu o scudetto no primeiro ano. É respeitado em Itália pela qualidade do seu futebol, que poucos esquecem. Paulo Sousa, agora “il allenatore”, regressa à Série A 21 anos depois. Vai orientar a Fiorentina, onde sucede a Vincenzo Montella. É o passo mais importante de uma carreira com dez anos, que começou nos sub-16 da selecção portuguesa. Com passagens por Inglaterra (Championship), Hungria, Israel e Suíça, chega finalmente a uma liga de topo no futebol europeu.

Ointeresse dos viola coroa o trabalho que tem feito nas últimas temporadas, acompanhado de títulos. No Videoton não conseguiu ser campeão, mas deixou a Hungria com duas supertaças e uma Taça da Liga em duas épocas. Saltou para o Maccabi Tel Aviv (Israel) em 2013/14 e foi campeão à primeira tentativa. Na temporada passada repetiu o feito, num campeonato de dimensão superior. Chegou, viu e venceu com o Basileia. E ainda levou a equipa suíça aos oitavos-de--final da Liga dos Campeões, acabando eliminado pelo FC Porto.

Foram cinco troféus conquistados nas últimas quatro épocas, numa carreira construída com paciência e que começa a dar os seus frutos. Enquanto alguns antigos jogadores têm oportunidades para orientar clubes de média/grande dimensão mal chegam ao banco de suplentes, Paulo Sousa optou por ir subindo sozinho, com passos lentos mas seguros. O desafio que hoje começa na Fiorentina leva-o a um dos melhores campeonatos europeus e a uma Série A que bem conhece. Dificilmente conseguirá ser campeão no ano de estreia pelos viola, como fez enquanto jogador dos bianconeri, mas levar a equipa (4.a classificada em 2014/15) a um lugar de acesso à Champions já seria um triunfo.


Purificação As rivalidades no futebol italiano não são encaradas de ânimo leve. Por isso, quando Paulo Sousa foi apontado à Fiorentina, há alguns dias, os adeptos viola não reagiram bem. É que o antigo regista vestiu a camisola da Juve, o arqui-rival da equipa de Florença. Nesta cidade, a 420 km de Turim, os bianconeri são o clube mais detestado. Ninguém esquece o título perdido pela Fiorentina para a Juve em 1982 (os adeptos viola consideram que foi roubado, devido a erros de arbitragem na última jornada). Ou, mais tarde, a saída do ídolo Roberto Baggio para a Juve, que provocou motins em Florença.

Há por isso um ritual obrigatório para os jogadores que chegam à Fiorentina depois de terem representado os bianconeri.A “degobbizzazione” é uma espécie de purificação do “pecado” de ter vestido a camisola da Juve. Os adeptos entregam ao jogador um cartão do Gruppo Storico (ultras viola) e uma cópia do Hurrà Juventus, jornal oficial do clube rival (convidando-o a utilizar a publicação no que achar mais oportuno). Após o ritual, o futebolista é acolhido como membro viola. Como treinador, terá Paulo Sousa de passar pela “purificação” para ser aceite na nova família?

Ler Mais


Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×