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Heitor Barras Romana 08/06/2015
Heitor Barras Romana

opiniao@newsplex.pt

Por uma visão estratégica do mar

A celebração do Dia Mundial dos Oceanos acentua a importância da operacionalização dos interesses críticos de Portugal.

Estudos da UNCTAD referem que cerca de 80% do volume do comércio mundial são feitos através de rotas marítimas. As “sea motor-ways” surgem como grandes conectores de uma geoeconomia dos recursos do mar e assumem crescente valor no jogo geostratégico marítimo, como a projecção naval de velhos e novos actores mundiais o demonstra.

A par das questões da sustentabilidade e das políticas de território marítimo, o problema da segurança marítima global requer especial acompanhamento. Uma avaliação do quadro de ameaças e de riscos associados ao terrorismo, à pirataria e a problemas ambientais impõe o reforço de mecanismos multilaterais e de cooperação internacional. 

No plano nacional, a celebração do Dia Mundial dos Oceanos acentua a importância da operacionalização dos interesses críticos de Portugal. A afirmação geopolítica ”anfíbia”, alicerçada numa cultura estratégica de matriz oceânica, torna mais evidente a importância da extensão da plataforma marítima no reposicionamento de Portugal no sistema euro-atlântico do século XXI.

Destarte, uma reflexão multivectorial sobre os oceanos convoca para uma abordagem sistémica das componentes político-diplomática, económica, de defesa e segurança, cultural, tecnológica e científica do estudo do mar. Ganha, pois, lastro o desenvolvimento de metodologias e de competências de análise aplicada, cabendo à comunidade epistémica, em especial às áreas da ciência política, das relações internacionais e da estratégia, apostar na formação altamente qualificada de quadros e de especialistas em assuntos marítimos. 

Professor catedrático, coordenador da Unidade de Estratégia do ISCSP/ULisboa

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