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BES. Governador diz que existem quatro novos processos a concluir em 2016

BES. Governador diz que existem quatro novos processos a concluir em 2016

Jornal i 27/05/2015 12:39

Existem ainda quatro outros processos de contraordenação ao Banco Espírito Santo (BES) "que estão em fase de investigação".

O governador do Banco de Portugal revelou esta quarta-feira no parlamento que existem ainda quatro outros processos de contraordenação ao Banco Espírito Santo (BES) "que estão em fase de investigação", prevendo-se as conclusões "até 2016".

Carlos Costa, que está em audiência na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, adiantou ainda que estas investigações "serão aqueles que exigem a colheita de meios probatórios em instituições estrangeiras".

No sábado passado, o jornal Expresso noticiou que o Banco de Portugal acusou 15 gestores do BES de gestão ruinosa e falsas informações com dolo, adiantando que o supervisor tem provas documentais de que Ricardo Salgado ordenou que a contabilidade da ESI fosse alterada.

Segundo o semanário, este é o primeiro processo concluído dos vários abertos pelo Banco de portugal (BdP). O objectivo, neste caso, era "perceber de que forma a colocação de papel comercial da ESI [Espírito Santo Internacional] e da Rioforte junto de clientes entre Dezembro de 2011 e Dezembro de 2013 teria prejudicado o BES em termos materiais ou reputacionais".

De acordo com o Expresso, Ricardo Salgado enfrenta acusações de prática de actos dolosos de gestão ruinosa. Acrescenta ainda o semanário que o supervisor tem provas documentais de que Salgado ordenou que a contabilidade da ESI fosse alterada, o que, neste caso, "mostra que Salgado, por exemplo, terá mentido na comissão parlamentar de inquérito".

Estas práticas "terão lesado depositantes, investidores e demais credores", segundo as acusações do BdP citadas pelo semanário.

Indiciados pelo mesmo ilícito, segundo o Expresso, estão José Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo e Ricardo Abecassis. Todos desempenhavam à altura dos acontecimentos funções de administração no Banco Espírito Santo ou nas holdings do grupo familiar e são formalmente acusados de terem participado, ou tomado conhecimento, de falsificação da contabilidade da ESI e, mesmo assim, permitirem que os títulos de dívida das sociedades fossem colocados junto de clientes em montantes muito significativos.

Lusa

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