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Maria Luís e as promessas sobre redução de impostos: “Não dá para acreditar"
Maria Luís cáustica em relação às promessas

Maria Luís e as promessas sobre redução de impostos: “Não dá para acreditar"

Maria Luís cáustica em relação às promessas Miguel A. Lopes/Lusa Jornal i 24/05/2015 11:01

“Os próximos quatro anos determinam o futuro de uma geração.”

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, criticou quem fala em aumentar a despesa e alcançar crescimento económico, em simultâneo com manutenção ou redução de impostos, dizendo que “não dá para acreditar”.

“Quando alguém diz que vai ter tantas mais despesas e que vai conseguir um crescimento económico que vai permitir que não haja mais impostos ou até que eles baixem não dá para acreditar porque simplesmente não é verdade”, declarou a ministra durante uma intervenção no evento “Aveiro em Formação” da Juventude Social Democrata daquele distrito.

No mesmo discurso, Maria Luís Albuquerque sublinhou várias vezes que “os próximos quatro anos determinam o futuro de uma geração” e que “são talvez mais determinantes do que quaisquer outros quatro anos na história democrática” de Portugal.

“Não é possível dizer que nos próximos quatro anos vai ser tudo maravilhoso, que vamos recuperar tudo e que vai aparecer um crescimento que resolve o problema. O crescimento só vem se nós resolvermos os problemas que o estão a impedir. O crescimento não se decreta, a criação de emprego não se decreta, criam-se condições para”, declarou a ministra.

Maria Luís Albuquerque disse esperar que “os portugueses tenham percebido que os impostos não são uma escolha”, mas que o que é “uma escolha é a despesa pública”.

“Nós escolhemos quanto queremos gastar e depois arranjamos maneira de cobrar receitas suficientes para financiar isso. A escolha não está nos impostos, está na despesa”, afirmou a governante.

Maria Luís Albuquerque disse que se pode olhar para os próximos quatro anos “com confiança” por o país estar melhor do que há precisamente quatro anos e frisou que “os sacrifícios vão ser suavizados” e “as coisas serão progressivamente mais fáceis”, mas colocou a ênfase na palavra “progressivamente”.

“Tudo o que foi conquistado tem ainda fragilidades. Cometer erros no momento de recuperação é fatal”, disse a ministra.
Lusa

 

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