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António Costa critica “fúria privatizadora imparável” do executivo de Passos Coelho
António Costa admitiu sempre ter acreditado na descentralização

António Costa critica “fúria privatizadora imparável” do executivo de Passos Coelho

António Costa admitiu sempre ter acreditado na descentralização TIAGO PETINGA/LUSA 23/05/2015 21:26

"Não é privatizar aquilo que se deve manter, é libertar-se daquilo que não faz falta", frisou.

O secretário-geral do PS, António Costa, criticou este sábado a "fúria privatizadora imparável" do Governo e contrapôs a visão de Estado "forte, inteligente e descentralizado" dos socialistas à "lógica de enfraquecimento" defendida pela direita.

Numa intervenção no encerramento da conferência "Administração Pública. Fortalecer, Simplificar, Digitalizar", organizada pelo PS, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, António Costa centrou o discurso nas funções do Estado, reiterando as críticas à coligação PSD/CDS-PP e à desvalorização do papel do Estado, que já atingiu mesmo as suas funções centrais, como a defesa nacional, a segurança interna e a administração da Justiça.

Sublinhando que a desvalorização das funções sociais do Estado é "absolutamente negativa" para a confiança dos cidadãos e que o investimento público é essencial para dinamizar e desenvolver outras actividades, designadamente do sector privado, o líder socialista considerou "um erro perigoso para o país a contínua desvalorização do Estado que este Governo fez".

"Uma das linhas distintivas entre nós e a coligação de direita é que nós acreditamos num Estado forte", pois, acrescentou, um Estado forte é aquele que garante a soberania, segurança, justiça, igualdade de oportunidades e também "aquele que empreende e que, empreendendo, ajuda a desenvolver o conjunto da economia de uma forma sustentável".

E, continuou, para o Estado ser forte a primeira coisa que tem de fazer é "aligeirar-se daquilo de que não precisa".

"Não é privatizar aquilo que se deve manter, é libertar-se daquilo que não faz falta", frisou, lamentando que o atual Governo tenha interrompido o programa "Simplex".

Em contrapartida, "a fúria privatizadora é imparável", acrescentou, apontando as privatizações como "um bom exemplo e uma boa ilustração" do que foi governar "além da ‘troika'".

Recordando que o memorando inicial previa um programa de privatização para se obter uma receita total de quatro mil milhões de euros, o líder socialista referiu que o Governo já "conseguiu uma proeza muito além da ‘troika'", tendo um encaixe de oito mil milhões euros.

"Ainda assim não desistiu de prosseguir a sua fúria privatizada agora com a TAP, amanhã com as águas e depois de amanhã sabe-se lá com quê", argumentou.

Insistindo na ideia de que o Estado deve ser "forte, inteligente e descentralizado, António Costa admitiu sempre ter acreditado na descentralização.

"Mas, depois de ter sido três vezes ministro e oito anos presidente de câmara não tenho a menor das dúvidas de que o Governo ganhará muito em que eu possa hoje levar para o Governo a experiência que acumulei em oito anos de presidente de câmara", declarou.

Lusa

 

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