21/9/18
 
 
Maria Ramos Silva 22/05/2015
Maria Ramos Silva
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mariarsilva@ionline.pt

Charles Gayle está?

O saxofonista actua domingo em Lisboa. Segunda-feira repete a dose no Porto.

Vai para três dias que tentamos apanhá-lo ao telefone. Sem sucesso. O homem nunca está. Enfim, está – Deus o guarde -  mas sempre a tocar. Na verdade, é para isso que o queremos, mesmo quando marcamos o indicativo +381.

Escusa de googlar, nós esclarecemos. Estamos a ligar para a Sérvia, a presente escala do saxofonista de 76 anos, nascido em Buffalo, Nova Iorque. Nova tentativa. Alguém responde do hotel Art Hotel Kanjiza. Em sérvio, ora bem. Vamos tentar uma linguagem quase tão universal como a do jazz, o inglês. “Só falo um pouco”, previnem. Muito bem. O senhor Gayle está? “Não, está a tocar”. E tchau. Nada feito, mais uma vez.

Charles, o tipo que viveu na rua anos a fio, o sem-abrigo que chamou casa ao seu instrumento e a quem a música só deu um tecto a partir dos anos 90, vem a Lisboa. Para tocar, é bom de ver.

É para ouvir, senhores, em português e em todos os idiomas, que este som dispensa tradução em simultâneo. Domingo, em Lisboa, Escola de Música do Conservatório Nacional. Segunda-feira, na Culturgest, no Porto.

E, por favor, nada de estragar os concertos de domingo e segunda com conversa pelo meio. Muito menos fazer chamadas para a Sérvia.

 

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