15/12/19
 
 
Comissão de Trabalhadores acusa governo de ter piorado efeitos da greve de propósito

Comissão de Trabalhadores acusa governo de ter piorado efeitos da greve de propósito

Manuel de Almeida/Lusa Filipe Paiva Cardoso 13/05/2015 11:37

CTlembra que a Constituição obriga a ouvir os trabalhadores em todos os passos de uma reestruturação.

Enquanto os diferentes sindicatos daTAPvão reajustando estratégias, aComissão de Trabalhadores (CT) da empresa pediu ontem “a união de todos na luta contra a destruição daquilo que tanto e a tantos custou construir”, apontando como sua “principal preocupação que os trabalhadores daTAPpossam dar uma grande resposta ao agravamento da ofensiva do governo contra a TAPque se desenha para os próximos dias”. 

Em comunicado, a CT lembra que qualquer reestruturação que se faça na empresa, e “como manda a lei e a Constituição”, implica “a participação em todos os seus passos daCT”. A esse propósito, a comissão questionou Fernando Pinto sobre se haveria quaisquer estudos relativos às medidas, exigidas pelo governo, de compensação de custos. “Foi-nos garantido que neste momento não existe qualquer processo de reestruturação, e que simplesmente estão a ser estudadas algumas medidas alternativas”, refere o comunicado. “ACTmostrou-se completamente disponível para discutir essas medidas”, pedindo que se deixe de lado a “obsessão de privatizar” e que se passe a discutir “medidas a tomar para que a TAPcontribua cada vez mais para a produção de riqueza em Portugal”.

Ainda no comunicado sobre a reunião com Fernando Pinto, a CT critica a “postura atípica com que a empresa abordou esta greve, duma forma que mais parecia destinada a virar os clientes contra a empresa, em vez de tentar minorar os impactos da greve nos mesmos”. No entender daCT, esta “postura diferente” deveu-se a orientações directas da tutela, “orientações mais enquadradas por prioridades políticas e ideológicas do governo, do que por quaisquer preocupações com o futuro da companhia”. Fernando Pinto nada disse:“Não esperávamos evidentemente que o Presidente do CA da TAP reconhecesse o que para nós é óbvio.”

ACTrefere no final do comunicado que há trabalhadores da TAPa serem pressionados para abandonar a contratação colectiva como forma de “poderem assumir posições de chefia”, condição posta como essencial para o salto na carreira. “Foi-nos garantido que tal não é a política da empresa” e que a saída da contratação colectiva por quem é convidado a subir “é voluntária”.

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×