22/9/20
 
 
Rui Miguel Tovar 12/05/2015
Rui Miguel Tovar
Desporto

rui.tovar@ionline.pt
@ruimtovar

A divisão do prémio de Otto Glória

12 de Maio de 1968. 100 contos a dividir com os jogadores.

Otto Glória a puxar pelos jogadores

Fernando Riera conduz o Benfica ao título de campeão nacional em 1966-67 e também está presente na conquista do bicampeonato em 1968.

O problema é que não completa a época por problemas com a direcção benfiquista, relacionados com a indignação pelo atraso no pagamento dos salários aos jogadores.

O treinador chileno apoia a causa dos futebolistas, liderada por António Simões, e recebe guia de marcha. 

Suspenso, primeiro, demitido depois. 

À partida para o Chile, os jogadores Eusébio, Torres, Simões, Cruz, Augusto Silva, Jacinto, Cavém, Santana e Costa Pereira deslocam-se ao Aeroporto da Portela para o aperto de mão final.

Já na terra natal, Riera chama Artur Jorge, então na Académica, mas este apresenta números nada católicos para a Universidad. 

Quem substitui Riera é Fernando Cabrita, que a seguir passa o comando técnico para o brasileiro Otto Glória, ainda a tempo de se sagrar campeão nacional pela terceira e penúltima vez no Benfica.

Os festejos começam a três jornadas do fim, com o 1-0 de Eusébio ao Sporting, na Luz. Como prémio, Otto recebe 100 contos e faz questão de os dividir com os jogadores. “Eles é que merecem”, justifica. A glória a quem de direito.

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