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Estudo. Cursos superiores com estágio reduzem risco de desemprego

Estudo. Cursos superiores com estágio reduzem risco de desemprego

Kátia Catulo 06/05/2015 14:36

Na universidade a redução da taxa de desemprego é de 15%. No politécnico atinge os 27%.

Se está convencido que os estágios curriculares só servem para adiar a entrada no mercado de trabalho, a Universidade de Aveiro tem provas do contrário. Acabar o curso e começar a estagiar numa empresa ou numa instituição é uma mais-valia. 

Esta é a conclusão da primeira investigação que avaliou as vantagens dos estágios curriculares no ensino superior em Portugal. O estudo, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA), mostra que, no caso dos licenciados, a redução da taxa de desemprego é em cerca de 15%. Se estivermos a falar de ensino superior politécnico, em que os estágios são obrigatórios, a redução atinge os 27%.

Os resultados da investigação coordenada por Gonçalo Paiva concluem ainda que a redução é maior (37%) quando os estágios são faseados, por comparação com o modelo de estágios únicos e tendencialmente no final da licenciatura (15%). “O estudo mostra que contribuem efectivamente para a empregabilidade dos licenciados, principalmente se forem estágios faseados ao longo do curso”, explica o coordenador da equipa do projecto.

A investigação da Universidade de Aveiro analisou todos os cursos de licenciatura existentes no país com dados de desemprego registados no IEFP em Junho de 2013, no total de 1158 licenciaturas (das 1621 existentes), tanto públicas como privadas. Destas, aponta Gonçalo Paiva Dias, “48% incluem algum tipo de estágio nos respectivos planos curriculares”. Uma percentagem que “é bastante mais significativa no ensino superior politécnico, em que 65% das licenciaturas incluem estágio, que no ensino superior universitário, em que apenas 28% os incluem”. Essa percentagem, sublinha o investigador, “é também maior no ensino superior privado, em que 56% das licenciaturas incluem estágio”. No ensino superior público apenas 44% das licenciaturas os integram. 

A investigação da ESTGA lembra que “a introdução de estágios curriculares no primeiro ciclo do ensino superior contribui, em todo o sistema, mas com especial incidência no politécnico, para a empregabilidade dos licenciados”.

Tem, além disso, “contributos positivos ao nível das competências desenvolvidas pelos estudantes e ao nível da aproximação das instituições ao tecido económico e social”.

Por isso, a primeira e principal recomendação que surge no estudo é que as instituições de ensino superior “devem fomentar a inclusão de estágios curriculares nos planos de estudo das suas licenciaturas, com especial pertinência no ensino superior politécnico”. 

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