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Crise no Governo alemão após escândalo de espionagem
Angela Merkel

Crise no Governo alemão após escândalo de espionagem

Angela Merkel D.R. Jornal i 06/05/2015 09:52

O papel de Angela Merkel foi questionado pela primeira vez.

As revelações sobre a alegada espionagem alemã por conta dos EUA provocou na terça-feira tensões na coligação governamental de Berlim, com os social-democratas a questionarem o papel de Angela Merkel pela primeira vez. 

Mantida em silêncio desde a divulgação das primeiras informações, no final de Abril, o chefe do partido social-democrata (SPD, na sigla em alemão) e ministro da Economia, Sigmar Gabriel, divulgou na segunda-feira que tinha questionado a chanceler por duas vezes sobre o assunto.

"O que estamos a viver é um caso, um escândalo, que implica os serviços de informações, susceptível de provocar um choque muito importante", afirmou na sede do SPD, em Berlim, Gabriel. Que também tem o título honorífico de vice-chanceler no governo de grande coligação entre o seu partido e os conservadores da união conservadora (CDU/CSU).

Com base em documentos confidenciais, a imprensa alemã acusou o BND (Bundesnachrichtendienst, serviço de informações alemão) de ter espiado, por conta da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, na sigla em Inglês) empresas europeias, bem como alguns dos principais dirigentes políticos europeus, designadamente franceses. 

Na terça-feira, a ministra austríaca do Interior, Johanna Mikl-Leitner, afirmou à agência noticiosa APA que o seu país tinha apresentado queixa contra desconhecidos, junto da procuradoria de Viena, por "espionagem em prejuízo da Áustria", com o diário Bild a mencionar dirigentes austríacos como possíveis alvos. 

Segundo Gabriel, nas suas discussões com Merkel, esta negou qualquer espionagem económica feita pelo BND por conta da NSA. 

"Não tenho qualquer dúvida que a chanceler respondeu correctamente às minhas questões", afirmou, acrescentando porém: "Se não fosse o caso, se o BND tivesse realmente participado na espionagem económica (...) isso hipotecaria gravemente a confiança que a economia alemã tem na conduta do Estado".

Lusa

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