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Sindicato dos Pilotos: “TAP e governo estão a fabricar e fomentar cisões imaginárias no seio dos pilotos”

Sindicato dos Pilotos: “TAP e governo estão a fabricar e fomentar cisões imaginárias no seio dos pilotos”

Filipe Paiva Cardoso 23/04/2015 16:17

A direcção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) já reagiu.

Reagiu esta tarde às notícias que davam conta de uma eventual divisão entre os pilotos da companhia aérea TAP relativamente à greve de dez dias marcada para o período entre 1 e 10 de Maio próximos.“A Direcção do SPAC congratula-se pelo número crescente de pilotos que estão a aderir aos propósitos que motivam a greve decidida em Assembleia. A compreensão e a adesão dos pilotos à greve ascende a 90%”, refere um comunicado do SPAC.

Segundo a mesma fonte, “a TAP e o governo procuram desesperadamente fabricar e fomentar cisões imaginárias no seio dos pilotos com o propósito de os demover da defesa dos seus legítimos interesses estratégicos. À semelhança do passado, estas manobras não irão ter sucesso”. O sindicato lembra ainda que “sempre que há conflitos esse tema é fabricado artificialmente pela TAP e pelo governo, em desespero de causa, para tentar paralisar os pilotos e manipular os incautos contra os seus próprios interesses. Não vai ter sucesso”. O sindicato no entanto garante: “O governo e a TAP acreditam erradamente que é possível fracturar os pilotos.”

O comunicado do sindicato dos pilotos refere-se às atitudes e posições públicas tomadas pela TAP e governo como uma “desesperada ofensiva de propaganda visando desmobilizar os pilotos da defesa dos seus interesses estratégicos”, referindo que estes estão a tentar “imputar aos pilotos a responsabilidade pela ‘delapidação’ de 800 milhões de euros levada a cabo pela administração da TAP nos últimos 14 anos, com a cumplicidade de sucessivos governos, como foi publicamente reconhecido pelo Ministro da Economia”.

A direcção do SPAC diz assim que a greve que se deverá iniciar no dia 1 de Maio visa também esgotar a “margem da administração para continuar a ‘delapidar’ os recursos financeiros do grupo com a intensidade a que se habituou nos últimos anos”.

O sindicato apela por fim a que a TAP e o governo decidam por um caminho “mais racional e responsável” para se evitar a paralisação, nomeadamente “honrando os compromissos que assumiram perante o SPAC e os pilotos”. Assim, termina o comunicado, “os pilotos e o SPAC devolvem ao senhor ministro o pedido humilde para que o governo e a TAP honrem os compromissos que assumiram. Os pilotos vão manter a serenidade esperando que prevaleçam o bom senso e a responsabilidade do Governo e da TAP, em nome do interesse nacional que todos têm o dever de defender”.

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