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"Coro". O eterno maestro Hoffman

"Coro". O eterno maestro Hoffman

Miguel Branco 22/04/2015 21:02

Como sempre nestas histórias, há uma volta que tem de se cumprir para o espectador não matar o realizador no final.

*** estrelas

Atira-te ao mar e diz que te empurraram. Sobretudo se a tua mãe morrer num acidente de viação por ser alcoólica há anos e se o teu pai continuar a ignorar que existes. Não nos interprete mal, caro leitor, não queremos abusar ao ponto de o tratar por tu, porém, o resumo do enredo exigia uma proximidade maior, afinal Stet (Garrett Wareing) só tem 11 anos. E a sinopse invocada provoca de imediato aquele cansaço que dita que já sabemos o filme de cor e ainda só passaram dez minutos. Contudo, ainda vamos a tempo de nos surpreender.

O talento natural de Stet para cantar fá-lo ingressar no melhor coro dos EUA, em regime de internato.

As regras são para ser cumpridas à risca e Stet não vai muito à bola com a exigência do seu professor e maestro, Master Carvelle (Dustin Hoffman). Revolta própria de quem passou grande parte da infância a esconder as garrafas de whisky da mãe e cuja frustração parece aniquilar a voz. Como sempre nestas histórias, há uma volta que tem de se cumprir para o espectador não matar o realizador no final.

Os rapazes do coro oferecem-nos incríveis performances, Stet faz-nos querer estar sempre do lado dele, como se de um programa de talentos se tratasse, e depois... bem, depois há Dustin Hoffman. Responsável pelos grandes diálogos da fita, carga dramática mas sem chegar a ser foleiro. Aquilo que nos faz dizer “teremos sempre Dustin Hoffman”.

 

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