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António Capucho em entrevista ao i. "Tudo farei para que Passos Coelho não ganhe as próximas eleições"

António Capucho em entrevista ao i. "Tudo farei para que Passos Coelho não ganhe as próximas eleições"

02/01/2015 00:00
O histórico do PSD está em reflexão mas já admite votar PS e fazer campanha por António Costa nas legislativas

António Capucho poderá votar no PS nas legislativas e até participar na campanha eleitoral de António Costa. O histórico militante do PSD - expulso na sequência das autárquicas - afirma ao i estar "numa fase de reflexão", mas "se nenhuma outra formação política" lhe der garantias de ser um "voto útil", não terá "a mínima hesitação em votar no Partido Socialista e em António Costa", de quem tem "boa impressão enquanto gestor, enquanto político e enquanto pessoa". Cunhado de Helena Roseta, que o levou para o Partido Social-Democrata, a sua prioridade é agora ajudar o PSD a perder as próximas eleições. Mas António Capucho também afirma ter "a expectativa remota" de ver "um PSD regenerado" a que possa regressar.

Foi praticamente tudo no PSD e acaba agora expulso do partido. Como viveu este ano?

Foi um ano de transição em termos de vida pessoal. Em primeiro lugar chegaram os netos e tive de me ocupar deles. Mantive uma acção na Assembleia Municipal, que tem poderes reduzidos. Estou numa espécie de ano sabático. Estou em reflexão sobre o que vou fazer este ano em termos políticos, decidir se me empenho ou não empenho nas eleições legislativas. Mas ainda é muito cedo, ainda não sei o que vou fazer.

Admite então empenhar-se nas legislativas? Como é que isso poderia acontecer?

Eu entrei em rota de colisão com o PSD muito antes de ser expulso, nas sequelas da eleição de Pedro Passos Coelho. Inicialmente, até lhe dei o benefício da dúvida, até me disponibilizei para trabalhar com ele e fiz campanha eleitoral junto dele. A partir dessa rota de colisão, constato e tenho uma fortíssima convicção de que o pior que pode acontecer ao país é o Pedro Passos Coelho ganhar as próximas eleições. Tudo farei para que ele não as ganhe. O meu voto será um voto útil, neste momento, sem grandes convicções, porque qualquer das alternativas que se colocam não preenchem cem por cento as minhas expectativas, embora neste momento esteja relativamente próximo, em termos de voto útil, do Partido Socialista - já o fiz nas eleições para o Parlamento Europeu, também porque tinha uma grande afinidade com Francisco Assis e Maria João Rodrigues.

Admite então empenhar-se na campanha eleitoral?

Admito empenhar-me, disso não tenho a mínima dúvida. Acho que tenho a obrigação de o fazer e, aliás, já o estou a fazer em contactos pessoais e convites que tenho tido de organizações como a APRE (associação de pensionistas e reformados). Aí digo o que penso: tudo menos darmos novamente a vitória a Pedro Passos Coelho. Mas tenho uma ideia ainda vaga sobre as propostas do Partido Socialista. Dos novos partidos que se perfilaram, um parecia-me, à partida, muito interessante, o Nós Cidadãos, mas, entretanto, não dá grande sinal de vida. Sondaram-me para encabeçar a lista ao Parlamento Europeu, coisa que não achei oportuna. O outro partido, o do Marinho e Pinto, também não dá ainda qualquer sinal de credibilidade satisfatória para me poder empenhar, de maneira que estou numa fase de reflexão.

Mas tendencialmente votará e apoiará o PS?

Se, de facto, nenhuma outra formação política me der garantias de ser o voto útil, não terei a mínima hesitação em votar no Partido Socialista e no António Costa, até porque tenho alguma confiança pessoal - para não dizer toda, porque não o conheço suficientemente, nunca tive relações próximas com ele.

Mas, politicamente, qual é a sua opinião sobre António Costa?

Pelo que conheço dele - por ele e também através da minha cunhada, Helena Roseta; sou casado há 47 anos com uma irmã da Helena Roseta e até foi ela e o marido que empurraram, no bom sentido, para o PSD -, tenho muito boa impressão dele enquanto gestor, enquanto político e enquanto pessoa. Vamos ver agora o programa. Eu acho que ele está a cometer, aparentemente, o erro de atrasar muito a clarificação do programa. Compreendo que não tenha revelado tudo o que pensa e tudo o que se propõe fazer, até porque não tem os dados para esse efeito. Admito que seja necessário ter os primeiros números da execução orçamental para se ser mais concreto. A execução orçamental vai ser uma coisa decisiva para as próximas eleições, para o bem ou para o mal. É verdade que ele mobilizou o partido, é verdade que lhe correu muito bem o congresso. Apesar do fenómeno de Évora poder ter arruinado o congresso, isso não aconteceu. Acho que ele foi muito hábil. Já não foi assim tão hábil na viragem excessivamente à esquerda, porque as eleições ganham-se ao centro. Mas julgo que isso foi uma fase temporária na estratégia dele.

Mas António Costa tem tido claramente preocupações de não alienar o centro. Recentemente, até elogiou o bloco central entre PS e PSD de 1983-85...

Isso foi para compensar a grande saudação e os grandes abraços ao partido Livre, de que eu não discordo. Não vejo que seja errado da parte dele ter essa abertura em relação ao partido Livre. Parece-me bem. Francisco Sá Carneiro também teve de ir buscar - uma concessão à esquerda para uma aliança à direita - os reformadores, que tinham gente muito credível, como António Barreto, e o próprio PPM, que era dirigido por Gonçalo Ribeiro Telles. O próprio Mário Soares foi buscar o MES e depois coligou-se à direita com o CDS. Mas António Costa tem de ter algum cuidado aí, porque o eleitorado pode assustar-se. Mas acredito que ele vai ganhar facilmente as próximas eleições, o que não significa que atinja a maioria absoluta. Isso será muito mais difícil.

E se ele não atingir?

Acho que a grande dificuldade dele para atingir a maioria absoluta não dependerá tanto do PSD - que julgo que estagnou, por muito eleitoralista que esteja. O perigo vem da capacidade que os pequenos partidos venham a ter de lhe tirar votos. O Partido Comunista vai ter uma votação significativa, o que já é palpável. Resulta da habilidade que o secretário-geral e a direcção do PCP tiveram de rejuvenescer o partido, o que é uma coisa verdadeiramente interessante, comparando com as múmias que havia no meu tempo - algumas respeitabilíssimas, de resto, mas era um partido muito envelhecido e agora tem muita gente nova, com ganas e capacidade de intervenção. Depois há o Bloco de Esquerda, o Livre e o partido do Marinho e Pinto. Não sei se o Marinho e Pinto não virá a ter mais impacto do que as sondagens lhe estão a dar. Estive recentemente com ele numa conferência e ele galvanizou a assistência com o discurso que lhe conhecemos. E a assistência era fundamentalmente gente do movimento a que eu pertenço, com o Marco Almeida, em Sintra - independentes, ex-PSD expulsos, gente do centro político. Isso vai condicionar muito a maioria absoluta do António Costa. Se não a obtiver... depende dos resultados eleitorais. Agora, a solução mais provável, por muito espantosa que possa parecer a quem me ler nesta entrevista, é uma coligação de bloco central.

Reeditar o bloco central com Passos Coelho?

Não necessariamente com Passos Coelho. Mas já lá vamos. Pode haver um cenário em que António Costa não faz maioria nem com o CDS à direita nem com ninguém à esquerda, a não ser com o Partido Comunista, mas isso é impensável tendo em conta a Europa, a NATO, a moeda única, etc., e portanto terá mesmo de se abraçar ao partido de Pedro Passos Coelho. Mas estará lá Pedro Passos Coelho?

A Maria Luís Albuquerque disse que sim, que estará mesmo se perder as eleições...

Eu não sei se estará. Depende muito da dimensão da derrota. Se for uma derrota ligeira, tangencial, admito que Pedro Passos Coelho continue, impávido e sereno, à frente do PSD. Embora também admita que possa haver coligação PS-PSD se Passos Coelho continuar à frente do PSD, mas indicar alguém para o representar no governo... coisa que é sempre complicada. Mas se Passos Coelho tiver uma derrota com a dimensão daquela que teve nas autárquicas, admito que o partido queira sangue novo. É preciso é que ele exista...

Disse recentemente que, se Rui Rio fosse líder do PSD, voltava ao partido. Isto tem capacidade de se concretizar?

Há um ano atrás, ele pareceu-me muito reticente. Mas ultimamente foi crescendo a minha convicção, porque as palavras dele têm sido crescentemente de maior abertura e disponibilidade. Agora, num pressuposto que não é fácil. Costa tornou-se líder porque deu um murro na mesa, enfrentou o líder que estava em funções e manifestou a sua vontade de assumir a liderança. Rio diz uma coisa completamente diferente: eu estou aqui se o povo, os portugueses e os laranjinhas precisarem de mim; muito provavelmente, não poderei negar esse sacrifício pela pátria.

É mais um adepto da "vaga de fundo"...

Ele é adepto da vaga de fundo. Mas também há uma diferença substancial entre um caso e outro. Costa não tinha um primeiro-ministro do seu partido para deitar abaixo, tinha um líder da oposição que a opinião pública não punha num grande pedestal. Rio tem um primeiro- -ministro à sua frente; se for muito agressivo com o primeiro-ministro, os militantes de base não gostarão. Acharão que tem de ir ao congresso, que se apresentar, e isto dá um trabalhão. Por outro lado, eu não esqueço que aquela máquina foi completamente endrominada pelo Miguel Relvas e companhia que, de facto, conquistaram a pulso cada uma das estruturas. O fenómeno Marco Almeida resulta de um simples facto: era uma das únicas duas secções de Lisboa não afectadas ao Pedro Passos Coelho. O Marco tinha sido vice-presidente de Manuela Ferreira Leite, não o apoiou e, quando a secção de Sintra diz "o Marco é bom, o povo gosta dele, tem sondagens fantásticas, tem 12 anos de contacto com o eleitorado, é o sucessor natural do Seara, votamos nele unanimemente", a sede nacional disse não. E puseram lá um outsider [Pedro Pinto] que teve um resultado catastrófico. A máquina está muito dominada, mas ainda há bastiões, aldeias gaulesas a resistir ao invasor [risos]. Não são em grande número: as distritais estão todas devidamente controladas, a Madeira passou a estar, ao que parece. Mas se Passos Coelho perder as eleições, não sei se os militantes vão reagir como no meu tempo. No meu tempo, perante um líder que levava uma banhada nas eleições, os militantes diziam: "Nós queremos o poder e assim não vamos lá." Portanto, fariam o que estivesse ao alcance deles para o substituir. Admito que, se a derrota for muito expressiva e Rui Rio der sinais mais... - estou a falar no Rui Rio porque não aparece outro, embora haja quem diga que Nuno Morais Sarmento também está a dar sinais... Aliás, especula-se que, quando se lança o nome de Rio para a Presidência da República, é para o afastar da liderança do partido, para Nuno Morais Sarmento poder avançar.

Mas Rui Rio também nunca exclui a Presidência da República, até diz que a ruptura de regime que defende tem de ser liderada pelo Presidente da República...

É verdade que não se exclui, mas não quero acreditar que ele esteja para aí virado, pelo que conheço dele. O perfil não tem rigorosamente nada a ver com aquilo que, neste momento, são as competências e as tradições da Presidência da República. As coisas estão bem encaminhadas dentro do PSD - estou a ser irónico. Vai haver a questão ou Marcelo ou Santana.

E qual deles será, na sua opinião?

Depende. Se Marcelo avançar, pode fazer frente a Guterres ou a outro candidato do Partido Socialista, como Sampaio da Nóvoa. Mas não sei se Marcelo está para aí virado. Admito que sim - ele, pelo menos, não diz que não.

Marcelo retirou-se da corrida quando Passos Coelho definiu o perfil do candidato a apoiar pelo PSD na moção ao congresso...

Por aí é para o lado que ele dorme melhor. Isso até o torna mais independente. Ele pode armar-se em vítima, mas sabe que, semanalmente, fala para uma audiência absolutamente descomunal.

Poderia ganhar as presidenciais?

Dificilmente poderia ganhar a António Guterres que, estando mais recuado e com uma imagem positiva, na medida que aquilo que de negativo o governo dele possa ter feito está esquecido pelo eleitor médio... Hoje em dia, estas decisões tomam-se também segundo o que as sondagens nos dizem. E agora vão começar a sair com maior frequência e diversidade de origem que permitem ao Marcelo aferir se tem, de facto, hipóteses ou não. O que ele não pode dizer é "não, nem que Cristo desça à terra", porque corre o risco de o tirarem do painel das sondagens.

Ele lidera as sondagens nas presidenciais, nos candidatos na área do PSD. Mas Santana Lopes não esconde que gostaria de ser candidato.

As declarações públicas de Santana Lopes apontam nesse sentido. Com toda a simpatia que tenho por ele, não acredito que o eleitorado dê para esse peditório. Se eu fosse ele, deixava-me estar quieto na Misericórdia, que tem um campo de actuação interessantíssimo.

Estamos a falar de Santana Lopes e estou a lembrar-me do famoso congresso de 1995, no Coliseu, quando o senhor estava a falar e, de repente, entra triunfalmente Santana Lopes. E o António Capucho disse: "Vem aí o jet-set..."

"Chegou o jet-set." Ele nunca me perdoou isso, ficou furioso comigo, essa ficou--lhe completamente atravessada. Aquilo irritou-me porque achei que era uma forma de má educação. Ele sabia que, quando entrasse, todos os jornalistas iriam atrás e o orador que estava a falar seria interrompido. Podia ter esperado pela mudança de turno e entrava, e até teria mais impacto. Assim, tramou-se porque me saiu aquela, que me saiu muito bem e foi completamente espontânea, não fazia a mínima ideia de que ele ia entrar.

Voltando a Marcelo, acha que vai ser candidato presidencial?

Acho que vai se as sondagens apontarem para a possibilidade de uma vitória dele.

E Passos Coelho vai ter de engolir o sapo e apoiá-lo?

Se não fizer isso, e apresentar um outro candidato do PSD à primeira volta, é uma desgraça. Pode ter uma surpresa muito desagradável, e isso só favorece Marcelo, só o independentiza do Partido Social-Democrata. Corta cerce aquilo que se diz agora de Cavaco, que não passa de um Presidente da República do PSD, e não de todos os portugueses.

E não tem sido assim?

Prevalece em Cavaco Silva o sentido de conservadorismo, o não criar perturbações tendo em conta a situação económica e financeira do país. Resolveu preservar a estabilidade como um fim em si mesmo. E eu, a partir do momento em que ele não demitiu o governo na altura da demissão do Paulo Portas, passei a achar - a partir das evidências - que Cavaco Silva se colou de forma excessiva ao governo, o que é negativo. Na opinião pública, eu sinto isso. Cavaco Silva teve um grau de adesão alargado na opinião pública portuguesa e, a partir daquele momento, começou a resvalar. As pessoas identificam-no completamente com a estratégia de Pedro Passos Coelho.

Foi deputado europeu muitos anos. Como vê agora a possível vitória do Syriza nas eleições gregas? A Europa parece em pânico...

Não acredito que o Syriza possa ganhar. Eles estão a moderar os ímpetos e as suas exigências, mas a Grécia está a ser fustigada com verdadeiras chantagens, chamemos as coisas pelo seu nome. Quer as instituições europeias quer o FMI estão a tentar indiciar, junto do povo grego, que irão ter o caos se não se portarem bem, ou seja, se não votarem na Nova Democracia. Penso que, não sei se para o bem ou para o mal, a Nova Democracia ainda vai conseguir ganhar. A verdade é que a Grécia estava a recuperar, apesar daquela fustigação de que foi vítima por parte da troika. Se o Syriza ganhar, vamos ter um problema gravíssimo na Europa e gravíssimo na Grécia. Nem consigo imaginar as consequências. Evidentemente, a Grécia será afastada da zona euro e isso terá consequências gravíssimas para os gregos. Mas a Europa também entrará em convulsão. Aliás, a Europa está em convulsão. Enquanto a Europa se gerir como se está a gerir, não acredito minimamente nisto. Eu sou do tempo em que éramos 12 países, um pequeno colégio de comissários... Agora, na Comissão são 28, um de cada nacionalidade! Isto não tem pés nem cabeça! Fez-se o alargamento de uma forma descabelada, sem antes se criarem instituições europeias credíveis! No fundo, quem é que manda? A senhora Merkel e os funcionários. As direcções-gerais estão absolutamente pejadas de gente ligada aos grandes Estados - os fundadores, principalmente, os que chegaram primeiro; depois sobraram os contínuos para os portugueses e outros - que é paga principescamente e tem um poder enorme. No meu tempo havia um director-geral português no Parlamento Europeu, que é o actual chefe da Casa Civil do Presidente da República [Nunes Liberato]. Tudo isso jogava contra Portugal. Eu entro no Parlamento Europeu precisamente na altura em que cai o muro de Berlim. E houve uma precipitação enorme no apoio à unificação da Alemanha - o que compreendi perfeitamente - e uma pressa enorme em apanhar aquela gente toda, o que seria óptimo, mas as estruturas não estavam preparadas para isso. Mas o alargamento não prejudicou que a liderança e o poder de decisão se mantivessem com sede em Berlim - antes era em Bona.

E não estamos perante um problema de democracia? O que qualquer governo nacional pode ou não fazer não depende do que o eleitorado diz, mas do que a senhora Merkel manda...

A verdade é esta: eu não verifico, da parte dos países que teriam maior interesse em transformar a Europa numa coisa que funcionasse - não à imagem e semelhança da senhora Merkel, mas de acordo com os interesses conjugados de todos os países -, dinâmica para esse efeito.

Estamos a viver momentos difíceis a nível interno. Temos um ex-primeiro- -ministro em prisão preventiva, caiu o BES e Ricardo Salgado, os vistos gold... Como vê todos estes acontecimentos?

Nunca mais nada será como dantes, independentemente da culpabilidade ou não das pessoas em causa. Porquê? Porque passa a haver uma prevenção em vários sectores da sociedade, que vão ter mil vezes mais cuidado de cada vez que pensarem em fugir ao fisco, em aldrabar nas OPA. Os políticos, as pessoas detentoras de poder poderão ter mais cautelas e mudar de hábitos. Pelos vistos, isto era uma bandalheira completa, como se pode ouvir nos registos das reuniões do órgão superior do Espírito Santo. Todas estas situações nos deixam perplexos. Algumas foram completamente inesperadas, como no caso dos altos funcionários e dos vistos gold. Isto pode ser positivo se a justiça fizer o seu trabalho bem feito, independentemente de culpar ou de absolver. Eu só espero - porque seria o caos e ruiria a nossa democracia - que o desfecho não seja aquele que os submarinos conheceram. É a descredibilização total da justiça e do Estado de direito. Basta ler o despacho de arquivamento.

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