Silva e Soares Cia. ilimitada


Alguém arrisca um palpite?


Melhor ataque, defesa menos batida, 42 golos de saldo positivo e oito vitórias consecutivas para a Liga. A única exceção foi mesmo o jogo da Champions, com uma “velha senhora” que continua muito poderosa e com os descuidos de Alex Telles que tornaram ainda mais impossível uma missão que, à partida, já se adivinhava complicada.

O FC Porto está, hoje, com um diagnóstico muito favorável, lançado na perseguição ao Benfica e recuperado de um estado de saúde pouco recomendável, que levou muitos a questionar se o discurso de Nuno Espírito Santo teria correspondência nos resultados. É verdade que a Taça de Portugal e a Taça da Liga já passaram à história, não é menos verdade que a presença na Liga dos Campeões pode ter os dias contados, mas é igualmente verdadeiro que, a um ponto apenas da liderança, o grande objetivo da época ainda é possível: ser campeão!

A “chegada” de Brahimi à equipa, o crescimento de algumas unidades com o campeonato em andamento e a confirmação de Soares como um avançado de enormíssima qualidade, alma gémea de um André Silva que não podia resolver tudo sozinho, a equipa portista (re)encontrou-se consigo mesma e voltou a fazer acreditar as bancadas descrentes de um Dragão tão elogiado por Nuno Espírito Santos desde o dia da assinatura do contrato.

As razões, já atrás ficou escrito, são de várias ordens, mas é inegável que grande parte do sucesso, até porque a defesa esteve quase sempre afinada, encontra explicação na já famosa dupla Silva e Soares, uma verdadeira companhia… ilimitada. Golos e mais golos (Soares marcou 7 em cinco jogos de azul e branco, mais 7 em Guimarães; André já vai nos 15) que vão saciando a fome de três anos sem títulos. E abrem o apetite para um último terço de campeonato tão ou mais emocionante do que o da época passada.